Entenda o que está em jogo e qual a importância das primárias de NY

Do UOL, em São Paulo

  • Scott Audette (L)/Javier Galeano (R)/Reuters

Os dois pré-candidatos nas eleições americanas que lideram a disputa pela nomeação dos partidos Democrata e Republicano, Hillary Clinton e Donald Trump, esperam confirmar nesta terça-feira (19) a vantagem apontada nas pesquisas de intenções de voto para garantir a vitória em seus Estados, Nova York, e consolidar uma liderança sobre seus rivais.

O Estado de Nova York é o que distribui mais delegados, atrás apenas da Califórnia, que organizará primárias em junho. Na disputa democrata há 291 delegados em jogo, contra 95 entre os republicanos.

A grande questão para Trump é saber qual será o tamanho da vitória em seu Estado –se tão grande quanto ele espera. Trump precisa provar que consegue apoio bem distribuído geograficamente para conseguir os 95 delegados para manter sua pequena chance de garantir a nomeação republicana antes da convenção do partido.

Trump aparece com uma vantagem de dois dígitos nas pesquisas. As chances de ele não ganhar em Nova York são mínimas. Mas seus rivais, John Kasich, governador de Ohio, e Ted Cruz, senador pelo Texas, estão fazendo o possível para fazer com que Trump consiga menos de 50% dos votos, limitando o número de delegados que ele pode conquistar.

Para o magnata do ramo imobiliário, a meta sobretudo é impulsionar sua campanha, depois que seu principal rival, Ted Cruz, venceu nas primárias de Utah, Dakota do Norte, Wisconsin e Colorado.

São necessários 1.237 delegados para assegurar a indicação na Convenção Republicana de julho, um número ainda distante para Trump, que tem atualmente um pouco menos de 750 e uma vantagem de quase 200 sobre Cruz.

Caso nenhum pré-candidato conquiste a maioria dos delegados exigida, a convenção ficará aberta e não seria obrigada a indicar Trump como candidato republicano.

Hillary espera grande vitória

Para Hillary Clinton, que aparece à frente de Bernie Sanders nas pesquisas para as primárias de Nova York, o objetivo é reivindicar uma grande distância suficiente na contagem de delegados que impulsione a ideia de que sua nomeação é inevitável no Partido Democrata.

Mesmo com as últimas vitórias em primárias recentes, Sanders, que é senador por Vermont, mas nasceu no Brooklin, ainda precisa de 68% dos delegados democratas em jogo para inviabilizar a candidatura da ex-secretária de Estado.

Sanders atrai em particular os jovens, mas tem um desempenho ruim entre a comunidade negra, o que favorece Clinton em um Estado muito diverso como Nova York.

Segundo as estimativas, Hillary Clinton supera Sanders com 1.790 delegados contra 1.113. São necessários 2.383 delegados para obter a indicação do partido na Convenção Democrata para a eleição presidencial de novembro.

Vale lembrar que Hillary foi eleita senadora duas vezes pelo Estado, e derrotou Barack Obama em Nova York nas primárias de 2008. E Nova York não escolhe um republicano em uma eleição geral desde 1984, quando Ronald Reagan conquistou 49 de 50 Estados em uma vitória arrasadora.

O Estado, com 5,8 milhões de eleitores democratas registrados e 2,7 milhões de republicanos, não mostrou virtualmente nenhuma mudança, e a diferença entre eleitores registrados das duas legendas se manteve bastante estável entre 2015 e 2016, de acordo com dados oficiais.
 

Eleições presidenciais americanas: entenda primárias e votação

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