Trump ouve vaias em Davos ao chamar imprensa de "desagradável e falsa"

Do UOL, em São Paulo

O presidente dos EUA, Donald Trump, foi vaiado em Davos, onde participa do Fórum Econômico Mundial, ao criticar a imprensa nesta sexta-feira (26). Durante a rodada de perguntas, Trump disse que "como empresário, sempre fui muito bem tratado pela imprensa. Foi quando me tornei um político que percebi o quão desagradável, má, viciosa e falsa a imprensa pode ser", disse. Na transmissão, é possível ouvir também aplausos e risos simultaneamente.

A rodada de perguntas seguia de forma descontraída enquanto ele falava de sua trajetória e de seu governo. Ao responder uma pergunta sobre o que consideraria, de seu passado, importante para fortalecê-lo agora, o presidente usou a resposta para atacar a imprensa. É neste momento em que as vaias são ouvidas. Trump ainda faz uma piada: "Estou vendo as câmeras começarem a disparar lá no fundo".

Em seu discurso, Trump, disse que estava em Davos para defender e representar os interesses dos americanos, já que "sempre" colocará seu país "em primeiro". Mas Trump ressaltou que isso não quer dizer que o país deva ficar "sozinho". Em seu discurso no Fórum Econômico Mundial, Trump também assegurou que não tolerará mais que se descumpram as regras comerciais e defendeu a restauração da "integridade" do sistema comercial para conseguir um comércio "justo e recíproco", para que não funcione apenas em benefício do seu país, mas também para todos.

Ao chegar em Davos, Trump criticou o jornal americano "The New York Times", afirmando que o diário teria dado uma "notícia falsa" (fake news) ao afirmar que ele teria ordenado a demissão do promotor especial Robert Mueller, encarregado de investigar a influência russa nas eleições, e que só mudou de ideia ante a ameaça de demissão de um funcionário de alto escalão.

"Notícias falsas. Notícias falsas. Típica história do New York Times. Histórias falsas", afirmou Trump aos jornalistas no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.

De acordo com o NYT, Trump teria ordenado a demissão de Mueller em em junho de 2017, mas o conselheiro jurídico da Casa Branca, Don McGahn, foi contrário, alegando que teria um "efeito catastrófico" para a presidência. Ele mudou de ideia apenas quando McGahn ameaçou pedir demissão, segundo o jornal, que cita quatro fontes anônimas. 

O jornal "Washington Post" confirmou, citando duas fontes anônimas, que Trump pensou em demitir Mueller.

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