Trump ordena que Pentágono estude a redução de tropas na Coreia do Sul, diz NYT

Do UOL, em São Paulo

  • Jung Yeon-Je/AFP

    30.mar.2015 - Soldados dos exércitos dos EUA e da Coreia do Sul realizam exercício conjunto em praia de Pohang, ao sul de Seul; são 28.500 soldados norte-americanos atualmente no país

    30.mar.2015 - Soldados dos exércitos dos EUA e da Coreia do Sul realizam exercício conjunto em praia de Pohang, ao sul de Seul; são 28.500 soldados norte-americanos atualmente no país

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou ao Pentágono que estude reduzir o contingente de 28.500 soldados americanos que estão na Coreia do Sul, segundo publica o jornal The New York Times.

A ordem teria sido dada às vésperas da reunião de Trump com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, embora as fontes anônimas citadas pelo jornal neguem que se trate de uma concessão a Pyongyang.

A Presidência da Coreia do Sul negou, nesta sexta-feira, que os EUA analisem essa redução.

Segundo o NYT, Trump considera que um eventual tratado de paz na península coreana diminuiria a necessidade de manter o dispendioso contingente militar, cuja missão é proteger Seul da Coreia do Norte.

Além do futuro das negociações com o regime de Kim Jong-un para sua desnuclearização, a ordem de Trump também escancararia uma insatisfação do presidente, já que ele considera que os EUA não recebem uma compensação econômica justa em troca.

Manter os 28.500 soldados na Coreia do Sul tem um custo de US$ 800 milhões anuais, dos quais Seul assume a metade. Washington quer que a Coreia do Sul assuma a totalidade dos gastos a partir de 2019.

Além disso, o presidente acredita que tanto a Coreia do Sul como o Japão se aproveitaram de sua bonança econômica para desenvolver uma força militar que lhes permita dispensar a ajuda americana.

Trump, de acordo com o "The New York Times", também questiona a utilidade de manter o elevado contingente já que considera que décadas de presença militar dos EUA não serviram para evitar que a Coreia do Norte desenvolvesse seu programa nuclear. (Com EFE)

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