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EUA divulgam imagens de ataque de ex-stripper armado em hotel de Trump

Do UOL, em São Paulo

23/05/2018 18h46

Imagens divulgadas nesta quarta-feira (23) mostram a invasão de um homem armado a um hotel de propriedade do presidente americano Donald Trump, em Doral, na Flórida (EUA). O episódio ocorreu na sexta-feira passada (18) e terminou em confronto com policiais. 

Ainda era madrugada quando Jonathan Oddi pulou a cerca do hotel. Lá dentro, ele roubou uma bandeira americana e entrou no lobby principal. Com uma arma na mão, ele ameaçava os presentes gritando palavras de ordem contra o presidente Donald Trump. 

Relembre:

De acordo com a polícia, Oddi esbravejava também contra o ex-presidente Barack Obama e o rapper P. Diddy. Enfurecido, ele disparou contra um lustre e quebrou objetos no hotel. 

Assim que os policiais entraram no hotel, começou a troca de tiros. Oddi acabou sendo baleado na perna e foi preso. Ninguém, além dele mesmo, foi baleado - apenas um policial machucou o pulso na ação.

Jonathan Oddi abriu fogo contra policiais dentro do Trump National Doral Golf Club - Miami Dade Department of Corrections via AP - Miami Dade Department of Corrections via AP
Jonathan Oddi abriu fogo contra policiais dentro do Trump National Doral Golf Club
Imagem: Miami Dade Department of Corrections via AP

Quem é o atirador

Jonathan Oddi, de 42 anos, mora a cerca de 2 km de distância do hotel. Ele já trabalhou como dançarino e stripper, nasceu na África do Sul e cresceu na Argentina.

Os amigos de Oddi estão surpresos com a atitude. "Estou surpreso e confuso. Eu o conheço há 10 anos. É uma boa pessoa", disse ao jornal Miami Herald um amigo de Oddi, Luiz Gonzalez.

Em 2017, Oddi se naturalizou americano e comemorou nas redes sociais. Na internet, ele afirma ser instrutor de academia, investidor de imóveis e gerente de uma empresa que negocia pedras preciosas. 

Oddi foi casado, mas se separou em 2014. Atualmente, ele está em um relacionamento, mas sua namorada estava viajando no momento do ataque.

Politicamente, Oddi parece ter opiniões que mais se parecem do que divergem das de Trump. Ele, por exemplo, criticou os jogadores de futebol americano que se ajoelharam durante a execução do hino nacional antes de jogos da última temporada da liga.

Ele também tinha ficha criminal limpa, de acordo com a polícia do condado de Miami-Dade. Por isso, ainda é difícil dizer o que o motivou a atacar os policiais dentro do hotel de Trump. O Serviço Secreto americano e o FBI estão investigando o incidente. (Com agências internacionais)