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Japão executa todos os integrantes da seita "Verdade Suprema", que fez ataque com gás sarin em 1995

O líder de seita Verdade Suprema, Shoko Asahara, morto na última sexta - Jiji Press/AFP
O líder de seita Verdade Suprema, Shoko Asahara, morto na última sexta Imagem: Jiji Press/AFP

Do UOL, em São Paulo

25/07/2018 22h12

O governo do Japão executou nesta quinta-feira (26, data local) os últimos integrantes da seita Verdade Suprema que ainda estavam no corredor da morte. O grupo foi responsável pelo atentado com gás sarin no metrô de Tóquio em 1995, que matou 13 pessoas.

As informações foram divulgadas pela agência "Kyodo", que cita fontes próximas ao caso. O Ministério da Justiça do Japão ainda não divulgou detalhes sobre as execuções.

O guru Shoko Asahara foi condenado à morte, assim como 12 discípulos, pelo atentado que deixou 13 mortos e mais de 6.000 feridos em 20 de março de 1995. Asahara e seis integrantes da organização foram executados pelas autoridades japonesas no último dia 6 de julho. Os outros seis integrantes foram executados nesta quinta.

No Japão, um dos poucos países desenvolvidos que ainda aplica a pena de morte, os condenados não são executados até que todos os processos judiciais relacionados sejam concluídos, algo que, neste caso, ocorreu em janeiro passado.

Como foi o ataque

Em 20 de março de 1995, executando um plano bem montado, vários membros da seita Verdade Suprema, criada por Asahara, espalharam o gás sarin pelos vagões do metrô da capital. O sarin foi colocado em bolsas plásticas em cinco composições do metrô.

Em um primeiro momento, ninguém entendeu o que estava acontecendo naquela manhã, em plena hora do rush, quando vários passageiros começaram a sufocar, sem ver nada, em várias estações das linhas atacadas.

A seita conseguiu fabricar o gás sarin em laboratório, reproduzindo um produto mortal criado pelos cientistas do regime nazista na Alemanha no final dos anos 1930. (Com Efe)

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