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Trump diz que está disposto a encontrar o presidente do Irã "sem condições prévias"

SAUL LOEB/AFP
Imagem: SAUL LOEB/AFP

Do UOL, em São Paulo

30/07/2018 16h11

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (30) que está disposto a se reunir com líderes do Irã "sem condições prévias" e "a qualquer hora que desejarem", uma semana após o aumento das tensões entre Washington e Teerã.

"Eu não sei se eles estão prontos ainda", disse Trump em coletiva de imprensa na Casa Branca com o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte. "Imagino que eles querem me encontrar, eu estou pronto para encontrá-los quando quiserem", declarou o presidente, segundo a agência AFP, acrescentando que este encontro seria "sem condições prévias".

Irã e EUA subiram o tom das suas ameaças enquanto se aproxima a data da entrada em vigor das sanções americanas contra Teerã, algo que está previsto para o início de agosto.

"Nunca mais volte a ameaçar os EUA ou sofrerá consequências que poucos sofreram antes na história", escreveu o presidente americano em sua conta no Twitter na semana passada, em referência a Rohani.

"Já não somos um país que aguentará suas palavras dementes de violência e morte. Seja cauteloso!", acrescentou o presidente americano, que antes mesmo de ocupar o cargo já tinha demonstrado uma atitude hostil em relação Irã.

Sua política contrária ao regime dos aiatolás o levou em maio a retirar os EUA do acordo nuclear multilateral de 2015 com o Irã e a voltar a impor sanções a Teerã.

Estas sanções, divididas por setores de atividade em duas rodadas, entrarão em vigor em agosto e em novembro, e ameaçam afundar a já enfraquecida economia iraniana.

No entanto, os demais signatários do pacto de 2015 (Rússia, China, Reino Unido, França e Alemanha) estão tentando salvar o acordo nuclear, cujo futuro depende em grande parte de garantir a venda de petróleo iraniano.

Por sua vez, o Irã está negociando com países europeus, assim como com a China e a Índia, seus principais compradores de petróleo, cujas exportações diárias chegaram no mês passado aos US$ 2,8 milhões de barris de petróleo cru e condensado. (Com agências internacionais)