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Governador de NY pede que políticos baixem o tom após ameaças; Hillary pede união

O governador de Nova York, Andrew Cuomo, fala sobre as ameaças de bombas - Kevin Coombs
O governador de Nova York, Andrew Cuomo, fala sobre as ameaças de bombas Imagem: Kevin Coombs

Do UOL, em São Paulo

24/10/2018 15h03

Os democratas Andrew Cuomo, governador de Nova York, e Hillary Clinton, candidata à Presidência em 2016, pediram que os políticos americanos se unissem após vários pacotes suspeitos terem sido direcionados a pessoas do partido entre segunda (22) e quarta-feira (24).

O casal Bill e Hillary Clinton foi alvo de ameaças, assim como o ex-presidente Barack Obama e as deputadas Debbie Wasserman-Schultz e Maxine Waters, o bilionário George Soros, doador de campanhas democratas, o ex-procurador-geral Eric Holder e o ex-diretor da CIA John Brennan - ambos da equipe de Obama.

Todos eles são figuras de destaque ligadas ao Partido Democrata, adversário de Donald Trump e dos republicanos na política norte-americana.

Ao comentar pela primeira vez sobre a intercepção de artefatos explosivos dirigidos a ela, Hillary Clinton disse nesta quarta em um ato eleitoral em Miami que o país passa por um período "preocupante".

"Vivemos tempos de profundas divisões e temos que fazer tudo o que possamos para unir nosso país", afirmou Hillary, que agradeceu ao Serviço Secreto americano pela interceptação do pacote antes que ele chegasse a sua casa.

Cuomo concedia uma entrevista no local onde uma suposta bomba foi encontrada - no Time Warner Center, onde fica a TV CNN em Nova York - quando revelou que também havia sido alvo desse tipo de pacote, enviado a seu escritório em Manhattan.

Segundo a imprensa americana, no entanto, o pacote enviado especificamente a Cuomo, que levantou suspeitas, foi posteriormente considerado seguro.

Questionado se tinha algo a dizer a Donald Trump, de quem é crítico, Cuomo pediu que os políticos americanos baixassem o tom.

"Quero baixar essa inflamação, quero baixar o rancor. Há um aparente padrão político nisso", disse o governador, que em seguida apelou diretamente a Trump e a outros políticos. "Pelo amor de Deus, presidente, Senado, Congresso, governadores, baixem a retórica."