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Líder supremo do Irã chama Trump de 'palhaço' em rara aparição em oração

17.jan.2020 - O líder sumpremo do Irã, Ali Khamenei, em rara participação nas orações de sexta-feira, em Teerã - AFP
17.jan.2020 - O líder sumpremo do Irã, Ali Khamenei, em rara participação nas orações de sexta-feira, em Teerã Imagem: AFP

Do UOL, em São Paulo

17/01/2020 07h54Atualizada em 17/01/2020 14h19

O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, disse que o presidente Donald Trump é um "palhaço" que apenas finge apoiar o povo iraniano, mas "empurra uma adaga venenosa" em suas costas. A fala foi feita durante as orações de hoje, em Teerã, a primeira liderada por ele em oito anos.

A presença de Khamenei para liderar as orações de sexta-feira, dia sagrado para os muçulmanos, é rara. Acredita-se que o gesto seja um esforço para reunir e agradecer os iranianos após semanas tumultuadas que elevaram a pressão aos governantes do país.

No sermão, Khamenei ainda classificou a queda do avião ucraniano como uma tragédia "amarga", mas afirmou que não deve ofuscar o "sacrifício" do general Qassim Suleimani. O militar foi morto em um ataque ordenado pelos Estados Unidos cinco dias antes do acidente aéreo, provocado pelo Irã.

"Foi um acidente amargo", disse o líder, "mas alguns o apresentam de uma maneira que tende a esquecer o grande sacrifício e martírio" do general Suleimani.

A última vez que Khamenei liderou as orações de sexta-feira na mesquita de Teerã foi em fevereiro de 2012, no 33º aniversário da revolução islâmica e em um momento de crise pela questão nuclear do Irã.

Forte tensão com os EUA

O discurso de Ali Khamenei acontece em um momento de forte tensão com os Estados Unidos. A fala do líder foi interrompida diversas vezes por gritos de "Morte à América" e "Morte à Israel".

No entanto, o pronunciamento difere do tom empregado pelo presidente iraniano Hassan Rohani ontem. O chefe de Estado disse que reconhece a existência de uma crise de confiança do povo em relação às autoridades e defendeu sua política de abertura ao ocidente.

Com a aproximação das eleições legislativas de 21 de fevereiro, anunciadas como difíceis para Rohani, e em um contexto de tensões crescentes entre Teerã e o Ocidente sobre o programa nuclear iraniano.

(Com agências internacionais)

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