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Italianos esvaziam prateleiras de supermercados por medo de coronavírus

Mulheres usam máscara no rosto na Piazza del Duomo, no centro de Milão - Andreas Solaro/AFP
Mulheres usam máscara no rosto na Piazza del Duomo, no centro de Milão Imagem: Andreas Solaro/AFP

Do UOL, em Brasília*

23/02/2020 19h13

Com receio de um aumento do surto do coronavírus, italianos em Milão e no restante da região de Lombardia têm esvaziado as prateleiras dos supermercados, relata a mídia local.

Alguns dos itens mais procurados são máscaras para o rosto, luvas descartáveis, álcool em gel e água. No entanto, produtos processados e frutas frescas também têm desaparecido dos supermercados, comprados por quem teme um toque de recolher como em Wuhan, epicentro do vírus na China, e uma limitação da circulação de pessoas.

A Itália já cancelou eventos e tomou medidas adicionais para tentar garantir uma resposta mais rápida caso o vírus se prolifere, como quarentenas e reforços de locais de acolhimento de eventuais vítimas.

A Itália se torna o primeiro país europeu a decretar quarentena em cidades inteiras por causa do novo coronavírus. O número de contágios pelo coronavírus na Itália subiu para 132, após a realização de cerca de três mil exames em pacientes suspeitos de ter a doença, informou neste domingo (23) o chefe de Proteção Civil italiana, Angelo Borrelli.

A proliferação da enfermidade afeta principalmente quatro regiões do norte da Itália, e a maioria dos casos foi registrada na região da Lombardia, onde há 89 contaminados. Em Vêneto, foram relatados 24 (dois deles na cidade de Veneza).

Italianos formam fila extensa neste domingo (23) para comprar suprimentos com receio do surto de coronavírus - Guglielmo Mangiapane/Reuters
Italianos formam fila extensa neste domingo (23) para comprar suprimentos com receio do surto de coronavírus
Imagem: Guglielmo Mangiapane/Reuters

Segundo o jornal Corriere della Sera, havia fila extensa em frente a supermercados às 8h deste domingo, uma hora antes da abertura dos estabelecimentos. Algumas pessoas com não um, mas dois ou três carrinhos de compras. Normalmente com movimento tranquilo aos domingos, os supermercados estavam tão cheios que parecia véspera de Natal, afirma.

*Com informações da DW

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