PUBLICIDADE
Topo

Internacional

Ela soube aos 12 anos que a mãe era acompanhante: 'Tenho orgulho dela'

A estudante Maria Rose e a mãe Charlotte Rose - Reprodução
A estudante Maria Rose e a mãe Charlotte Rose Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

30/11/2020 21h26Atualizada em 01/12/2020 12h48

A estudante britânica Marie Rose contou um pouco sobre sua história ao The Sun e como soube, aos 12 anos, que sua mãe, Charlotte Rose, era acompanhante. Ela conta que nunca teve vergonha pelo trabalho da mãe e que sente orgulho dela pela maneira como ajudas as pessoas.

"Sempre soube que o trabalho dela era pouco convencional, porque ela trabalhava muitas vezes à noite e aos fins de semana, então fiquei desconfiada quando ela me disse que trabalhava com computação", lembra.

"Mamãe me contou a verdade sobre seu trabalho quando eu tinha 12 anos e não fiquei chocada, pensei: 'isso é muito melhor do que um trabalho chato de escritório'", acrescenta.

Marie contou que tinha 5 anos quando folheou uma revista em casa e viu, sem querer, a mãe em um ensaio de dominatrix. Desde então sempre desconfiou que ela escondia algo. "Foi ótimo saber que meu palpite estava certo."

Charlotte Rose começou a trabalhar aos 17 anos na indústria de sexo, e foi obrigada a contar para a filha quando foi chantageada por um ex-cliente: ou ela fazia sexo de graça ou a família inteira saberia do real trabalho da mãe.

Mãe solteira, ela criou os filhos sozinha e sempre se sacrificou para tentar dar uma vida decente para as crianças.

"Se as pessoas julgam, é problema delas. Estou muito feliz sendo eu mesmo, amando minha mãe e a indústria em que ela trabalha. Não me importo se as pessoas ficam incomodadas com isso", aponta Marie.

"Não estou preocupada com as opiniões negativas das pessoas. Terei o prazer de educá-las sobre a indústria, mas se elas quiserem ser negativas comigo, não tenho tempo para ouvi-las."

Maria ainda conta que a mãe tinha muitos clientes com deficiências, atendendo também a necessidade desde o companheirismo até o ato sexual. "Ela cuidava de pessoas que estavam perdendo conexões humanas básicas."

Charlotte, por sua vez, conta que foi graças ao seu trabalho que pôde viajar com os filhos e dar outros luxos. "A área teve muitos altos e baixos em minha vida, e o lado ruim é a percepção da sociedade sobre o que eu faço, aqueles que continuam me chamando de prostituta."

Charlotte abandonou a indústria ano passado e agora tem um canal no YouTube em que avalia pubs e bares, mas ainda fala sobre sexo em um programa de rádio.

Internacional