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'Pele derreteu': ele sobreviveu a choque equivalente a 7 cadeiras elétricas

O palestrante motivacional Matt Manzari - Reprodução/Instagram
O palestrante motivacional Matt Manzari Imagem: Reprodução/Instagram

Colaboração para o UOL, em São Paulo

19/01/2021 17h09

O profissional de esportes aquáticos Matt Manzari, 31, teve 25% do corpo queimado ao tomar um choque de alta tensão enquanto podava árvores.

Matt chegou a ser desenganado pelos médicos após receber uma descarga de 14 mil volts no corpo.

O número é cerca de 7 vezes a tensão de uma cadeira elétrica, usada como pena de morte em alguns estados dos EUA até 2003. Na pena letal, o condenado recebia por volta de 2 mil volts durante 40 segundos.

Manzari, que era estudante de teologia, sofreu o acidente há seis anos, enquanto podava árvores na igreja. Ele usava o equipamento errado, de metal, em vez de plástico ou fibra de vidro, materiais que poderiam ter isolado o choque.

Quando foi podar o topo de uma árvore, Matt foi atingido pela corrente elétrica de um fio.

A tensão carbonizou sua carne e queimou músculos e ligamentos. Suas costelas e as clavículas ficaram totalmente expostas. Ele teve queimadura de quarto grau (segundo uma escala internacional) em 25% da pele, que ficou derretida na região do tórax e braços.

A esposa de Matt, Bobbye Jean, que estava grávida, estava no local do acidente. Ela ouviu dos médicos que fizeram o resgate que era a hora de se despedir do marido.

"Eles disseram que a alta tensão me deixaria com dano cerebral, só não sabiam quão severo. Disseram que o trauma provavelmente pararia meu coração. E que eu teria meus braços amputados", relatou Matt ao jornal britânico The Sun.

Após uma semana em coma, Matt milagrosamente acordou. Mas ainda teria que enfrentar as altas probabilidades de contrair septicemia devido à quantidade de carne que ficou exposta, sem a proteção natural da pele.

Ele ficou três meses internado e passou por mais de 70 cirurgias. "Os médicos ficaram impressionados porque meus rins não pararam, meu coração continuou trabalhando, não precisaram amputar meus braços e não houve dano cerebral", contou.

O processo de recuperação não foi fácil. Matt sofreu fortes dores durante a lenta regeneração da pele, nervos e músculos.

Seis anos após o acidente, ele continua surfando, participando da vida comunitária em sua igreja e agora viaja os EUA dando palestras motivacionais.

"Você definitivamente vira outra pessoa depois de ficar cara a cara com a morte. Você pensa em tudo o que deixou de fazer e de dizer. É impossível não sair dessa vendo a vida de outra forma", afirmou Matt.

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do que foi informado, correntes elétricas não são medidas em volts, mas em ampères. A informação foi corrigida.

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