Giorgia Meloni assume como primeira-ministra da Itália
A líder de extrema-direita Giorgia Meloni prestou juramento neste sábado e tornou-se a nova premiê da Itália, menos de um mês após a vitória de sua coalizão conservadora nas eleições de 25 de setembro.
Além de Meloni, todos os 24 ministros do novo governo também fizeram o ato solene perante ao presidente da Itália, Sergio Mattarella, no Palácio do Quirinal.
O companheiro da deputada, Andrea Giambruno, e sua filha Ginevra acompanharam o juramento. Agora, a expectativa é de que amanhã (23) seja realizada a transferência de poderes entre Mario Draghi e Meloni, além da primeira reunião do conselho de ministros.
Como manda a praxe, o presidente italiano, Sergio Mattarella, convocou a deputada ao Palácio do Quirinal na sexta-feira (21) para encarregá-la de formar o novo governo depois de um ciclo de reuniões com todos os partidos representados no Parlamento.
"Aqui está a equipe do governo que, com orgulho e senso de responsabilidade, vai servir a Itália. Agora é trabalhar", escreveu a nova premiê no Twitter, com uma foto da cerimônia.
Primeira mulher premiê na Itália, Meloni é cumprimentada por líderes europeus. "Parabéns a Giorgia Meloni pela sua nomeação como presidente do Conselho Italiano, a primeira mulher a ocupar este cargo. Estou pronta e feliz por trabalhar em conjunto com o novo governo de forma construtiva para responder aos desafios que nos esperam", escreveu a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, no Twitter.
Já a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, felicitou a líder da extrema-direita e do partido Irmãos da Itália (FdI) e enfatizou que a Europa precisa da Itália.
"Parabéns a Giorgia Meloni, a primeira mulher premiê na Itália. A Europa enfrenta enormes desafios. Vamos ajudar nossos cidadãos e apoiar a Ucrânia permanecendo unidos e determinados. A Europa precisa da Itália", afirmou ela, desejando "bom trabalho" e enfatizando que "juntos vamos superar todas as dificuldades".
O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, por sua vez, lembrou que Meloni "assume o cargo de primeira premiê da Itália" e garantiu que ambos vão trabalhar juntos "em benefício da Itália e da UE".
"Aguardo você no Conselho Europeu para trabalharmos juntos pelo bem da União Europeia", acrescentou ele.
Outros nomes da direita mundial celebram. O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, parabenizou Meloni no Twitter e enfatizou que a formação de seu governo representa "um grande dia para a direita".
A líder da extrema direita na França, Marine Le Pen, enviou "todos os votos de sucesso" para a nova primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, e um de seus vice e ministro da Infraestrutura, Matteo Salvini.
Le Pen ficou em 2º lugar nas últimas eleições presidenciais da França.
"Em toda a Europa os patriotas estão subindo ao poder e com eles esta Europa das nações que estamos esperando", escreveu ela nas redes sociais.
Partido herdeiro do fascismo. Primeira líder de extrema-direita a governar o país desde a Segunda Guerra Mundial, Meloni apresentou uma lista de ministros com integrantes de seu partido Irmãos da Itália (FdI), da legenda de ultradireita Liga, de Matteo Salvini, que irá liderar o Ministério de Infraestrutura, e o conservador Força Itália (FI), de Silvio Berlusconi.
O FdI é herdeiro da extinta legenda pós-fascista Movimento Social Italiano (MSI), e a própria primeira-ministra encarregada já expressou opiniões simpáticas a Mussolini em sua juventude.
Hoje, no entanto, tenta se vender como uma líder moderada e responsável, tendo abandonado inclusive a proposta de tirar a Itália da zona de euro.
Ainda assim, construiu sua trajetória política com um discurso anti-migrantes, e uma de suas bandeiras é impor um bloqueio militar no Mediterrâneo para impedir a chegada de deslocados internacionais.
No poder, Meloni promete respeitar as regras orçamentárias da União Europeia e manter a política externa de Mario Draghi, incluindo o apoio incondicional à Ucrânia na guerra contra a Rússia.
*Com informações da ANSA
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