Conteúdo publicado há 2 meses

Itamaraty condena invasão no Equador e Lula presta solidariedade a mexicano

O Itamaraty condenou hoje a invasão da embaixada do México em Quito pela polícia do Equador, e o presidente Lula (PT) prestou solidariedade ao presidente mexicano, Andrés López Obrador.

O que aconteceu

O Itamaraty condenou o ato "nos mais firmes termos". "A ação constitui clara violação à Convenção Americana sobre Asilo Diplomático e à Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas", afirmou o órgão, por meio de nota. A Convenção de Viena estabelece que as embaixadas são territórios invioláveis.

A polícia equatoriana invadiu a embaixada ontem (5) para prender o ex-vice-presidente equatoriano Jorge Glas, que estava no local desde dezembro. O Equador classificou de "ilegal" o asilo concedido a Glas, que foi condenado a seis anos de prisão por corrupção.

A medida levada a cabo pelo governo equatoriano constitui grave precedente, cabendo ser objeto de enérgico repúdio, qualquer que seja a justificativa para sua realização.
Itamaraty, sobre ação no Equador

Lula repostou a nota nas redes sociais e prestou solidariedade a Obrador, com quem tem boas relações e a quem chamou de "amigo". Após a ação, o mexicano ordenou a suspensão das relações diplomáticas com o Equador.

Em telefonema a Obrador, Lula afirmou que o episódio representou uma grave ruptura do direito internacional. O presidente mexicano agradeceu a solidariedade do Brasil e ressaltou que o México levará o tema da invasão da embaixada à Corte Internacional de Justiça.

'Persona non grata'

O México havia concedido asilo político a Glas horas antes da invasão da polícia. O anúncio aconteceu um dia depois que o governo do Equador declarou "persona non grata" a embaixadora mexicana Raquel Serur e ordenou sua saída do país.

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Glas, vice-presidente de Rafael Correa (2007-2017), cumpriu pena pelo escândalo de propinas da Odebrecht. Mas enfrenta outro mandado de prisão por supostamente desviar fundos destinados a trabalhos de reconstrução após um terremoto em 2016.

Ao romper as relações diplomáticas, Obrador repudiou a ação. "Trata-se de uma violação flagrante do direito internacional e da soberania do México", disse López Obrador.

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