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Por que o medo de um sírio-espanhol deu asas ao padrinho do Estado Islâmico

Óscar Gutiérrez Garrido

  • AP Photo/via IntelCenter

    Abu Musab al Zarqaui, ex-dirigente da Al Qaeda no Iraque, morto em 2006

    Abu Musab al Zarqaui, ex-dirigente da Al Qaeda no Iraque, morto em 2006

Se uma coisa está clara para os especialistas do fenômeno jihadista é que, primeiro, o jordaniano Abu Musab al Zarqaui é sem dúvida o padrinho e mentor do que hoje se conhece como Estado Islâmico (EI) e, em segundo lugar, que esse indivíduo violento e difícil de controlar, que foi abatido por um avião dos EUA em 2006 no Iraque, nunca foi santo da devoção da cúpula da Al Qaeda, então nas mãos do saudita Osama bin Laden. Por que o deixaram implementar seus campos de treinamento no final dos anos 1990 no Afeganistão? O pesquisador Brian Fishman, do Centro de Combate ao Terrorismo (CCT) da academia militar de West Point (EUA), reuniu vários documentos assinados por membros destacados da rede terrorista para construir um relato da chegada de Al Zarqaui ao território taleban. Entre as conclusões, Fishman afirma que a Al Qaeda deixou o jordaniano crescer para contrabalançar a influência de outro líder jihadista, o sírio Abu Musab al Suri.

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