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"Capital do carvão" é atingida em cheio pela desaceleração da economia chinesa

Simon Leplâtre

  • Yan Yan/Xinhua

De capacete amarelo e rosto escurecido, barra de ferro sobre o ombro, alguns mineradores atravessam a vasta esplanada do Museu da Mina de Datong. No meio de escavadoras de túneis exibidas como estátuas, fotos de operários-modelos e pequenos vagões, eles poderiam passar por figurantes. Mas a equipe logo some para dentro de um prédio discreto que dá acesso a Jinhuagong, um poço que desce a 700 metros abaixo da terra. Essa infraestrutura pertence ao grupo Tongmei, o terceiro maior explorador de minérios do país. Aqui, a produção continua como se nada tivesse acontecido, porque é preciso “pagar os salários”, conta um executivo da empresa. No entanto, a empresa que sustenta a cidade está perdendo dinheiro: foram 1,7 bilhão de yuans (R$ 996 milhões) em 2015. Os operários garantem que estão recebendo seus salários, mas logo explicam que ele caiu de 20% a 30% em um ano.

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