No novo Brasil, verdade e justiça não serão derrotadas facilmente

Rogério Chequer

Rogério Chequer

Especial para o UOL

O Brasil amanheceu outro país hoje, segunda-feira, dia 18 de abril. Após três dias de debates acirrados, discursos entusiasmados e ofertas escandalosas no Congresso Federal, os deputados brasileiros votaram o mais importante processo político desde a redemocratização do país. Com seus votos, decidiram o destino do Brasil: pela chance de reagir ao fracasso econômico, à tragédia social e à corrupção vergonhosa que o PT de Lula e Dilma impuseram aos brasileiros.

Com sua decisão, apontaram que o país poderá, sim, se reerguer, virando a página da mentira, do autoritarismo e do crime, orquestrados pelo PT, e iniciar uma caminhada longa e difícil, porém justa e necessária –a caminhada da reconstrução de nosso país, da consolidação de nossas instituições e da realização dos sonhos de mais de 200 milhões de brasileiros de todas as gerações.

O Brasil que chegou a este domingo, dia 17 de abril, em que o Congresso votou a abertura do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, já é um país muito diferente. É diferente daquele país que Lula, Dilma e o PT achavam que podiam enganar, corromper e saquear. O Brasil que tem ido às ruas, em manifestações cada vez significativas, é um país que já sabe que tem sido enganado.

É um país que já sabe que é espoliado por políticos corruptos e por uma máquina de desvios de recursos públicos, cujo resultado é a calamidade de nossos serviços sociais mais básicos. O Brasil que foi às ruas –e delas não mais saiu– desde a fraudulenta eleição de Dilma Rousseff, em 2014, sabe que Dilma, Lula e o PT corromperam as nossas instituições mais importantes, ludibriando a população em uma eleição manipulada covardemente e garantindo uma vitória turbinada pelo dinheiro da corrupção, degradando e humilhando os brasileiros que tiveram sua vontade subtraída pelos milhões ilegais do petismo.

O Brasil que realizou as maiores manifestações políticas da história –mais de 6 milhões de pessoas nas ruas, no dia 13 de março passado– é um país que celebra a justiça, rechaça os corruptos e ineptos e não se deixa enganar por oportunistas de nenhum partido, de nenhuma ideologia.

É esse país, já nitidamente transformado por uma cidadania ativa nas redes sociais, na vida comunitária e nos protestos de rua, é esse Brasil, que apoia a Operação Lava Jato a punir os corruptos de estimação, é esse Brasil, cheio de velhos anseios e de novos sonhos, que assistiu, ontem, à votação dos congressistas. 

Não aceitaríamos que o Congresso decidisse influenciado pelo velho Brasil, nem aceitaremos que o Senado o faça: o país das sinecuras, da compra de votos, do "Ministério do Quarto de Hotel" e das malas recheadas. Não aceitamos e brigamos por isso. Não aceitaríamos que o Congresso optasse por decisões com base nos interesses pessoais dos deputados que trocam a representatividade por projetos de manutenção e expansão de poder. Não!

O Brasil exigiu dos senhores deputados a consciência da gravidade da crise que o PT e seu governo gestaram para o país, e esses votaram pelo impeachment da presidente. Exigimos que votassem com o sentimento genuíno de servir ao país e à sociedade para livrar o Brasil da organização criminosa instalada no poder, afastando Dilma da Presidência, e exigimos que votassem como representantes de um país que há muito manifestou o seu desejo. Demos um recado claro: basta de Dilma, basta de PT, basta de corrupção e de mentira.

Hoje, segunda-feira, dia 18 de abril de 2016, o Brasil amanheceu diferente, já é um país diferente. Pois foi feita a vontade expressa da população, em respeito impecável da Constituição Federal, e o pedido de impeachment sagrou-se vencedor –abrindo ao Brasil as portas de uma esperança cada vez mais consciente e vigilante. E essa mesma consciência nova, ativa, vigorosa e pacífica mostrou que, no novo Brasil, a verdade e a justiça não serão facilmente derrotadas. Nada será como antes no Brasil que amanheceu nesta segunda-feira. O Brasil que foi às ruas não permitirá.

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Rogério Chequer

é líder do movimento Vem pra Rua e empresário

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