PGR deve enviar na semana que vem parecer do STJ sobre revogação da prisão de Arruda

Camila Campanerut
Do UOL Notícias

Em Brasil

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, deve enviar apenas na semana que vem o parecer ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) a respeito do pedido de revogação da prisão do governador cassado e preso do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM).

 

Com a chegada do documento ao STJ, solicitado pelo ministro Fernando Gonçalves, os demais ministros da Corte terão mais informações para analisar o caso.

 

De acordo com a assessoria de imprensa da Procuradoria-Geral da República, Gurgel está em Campinas, no interior de São Paulo, em visita a uma unidade do Ministério Público, e só deve encaminhar o relatório a partir de segunda-feira.

 

Ontem, o procurador-geral voltou a afirmar que a prisão de Arruda ainda é necessária para que ele não interfira nas investigações de corrupção no governo do DF, o chamado mensalão do DEM. "Eu descarto a prisão domiciliar. A prisão domiciliar seria inócua. Ela corresponderia à soltura porque ele teria as mesmas condições de tentar influir na produção das provas", afirmou em entrevista.

 

Arruda foi submetido ontem a exames cardíacos que identificaram uma obstrução de 50% em uma das artérias que irrigam o coração. O médico particular dele, Brasil Caiado, já prescreveu medicamentos para o tratamento, além de cuidar da diabete, hipertensão e depressão de seu paciente.

 

Com dieta, exercícios aeróbicos como caminhadas e acompanhamento médico periódico, o cardiologista avaliou que ele não precisaria ser internado nem passar por cirurgia. Justamente por isso, o STJ negou nesta quinta-feira um outro pedido da defesa de prisão hospitalar.

 

Assim, na manhã desta sexta-feira, Arruda voltou para a sala em que fica sozinho na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, depois de ter dormido uma noite no Instituto de Cardiologia de Brasília.

 

Arruda e mais cinco pessoas estão presas desde 11 de fevereiro por tentativa de suborno de uma testemunha do mensalão do DEM e, em consequência, por atrapalharem a investigação da Polícia Federal, que desvendou um esquema de pagamento de propina a servidores e prestadores de serviço do governo do DF.

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