Alan Marques/Folhapress

Processo de impeachment

Frente Brasil Popular no RS acena com ocupações e greve geral contra Temer

Flávio Ilha

Colaboração para o UOL em Porto Alegre

  • Eduardo Teixeira/Raw Imagens/Estadão Conteúdo

    Manifestantes contrários ao impeachment da presidente Dilma Rousseff em vigília na Praça da Matriz, no centro de Porto Alegre (RS)

    Manifestantes contrários ao impeachment da presidente Dilma Rousseff em vigília na Praça da Matriz, no centro de Porto Alegre (RS)

As entidades que compõem a Frente Brasil Popular no Rio Grande do Sul, criada em defesa do mandato da presidente Dilma Rousseff, anunciaram nesta segunda-feira (18) que vão intensificar as mobilizações de rua e convocar uma greve geral. Além do PT e do PC do B, integram a frente entidades como MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), Via Campesina, UNE (União Nacional dos Estudantes) e centrais sindicais como CUT (Central Única dos Trabalhadores) e CTB (Central dos Trabalhadores do Brasil).

A decisão foi resultado de uma assembleia popular que se realizou nesta madrugada, após a votação do pedido de impeachment na Câmara dos Deputados. Durante a votação, cerca de 20 mil manifestantes se concentraram na Praça da Matriz, no centro de Porto Alegre, para defender a rejeição do pedido. Não houve registros de violência.

Claudir Nespolo, presidente da CUT no Estado, informou que a Frente vai começar a organizar comitês em defesa da democracia e da manutenção dos direitos sociais e trabalhistas imediatamente. "A luta será difícil, mas vocês vão escutar falar em greve geral. Nós, da CUT, da CTB, da Via Campesina, do MST e de outras entidades, não viemos aqui para brincar". disse.

O presidente da CTB, Guiomar Vidor, também reforçou a possibilidade greves e ocupações de fábricas. "A tentativa de golpe de estado não será aceita pela classe trabalhadora. Essa ponte para o inferno que Michel Temer e o PMDB querem impor ao povo brasileiro não será aceita e nós vamos tomar as ruas, não só com mobilizações, mas com paralisações", disse.

O presidente do PT gaúcho, Ary Vanazzi, lamentou a derrota do governo no plenário da Câmara e advertiu que os atos contra o que chamou de golpe vão se intensificar. "Nós vivemos uma luta de classes que se agudizou nesse período. Mas o povo brasileiro entendeu o recado e daqui em diante nós não vamos mais sair das ruas. Terão que enfrentar greve geral e as demais mobilizações que vamos promover", avisou o dirigente.

Cedenir de Oliveira, dirigente do MST e da Via Campesina no Rio Grande do Sul, destacou que a aprovação da abertura de processo contra Dilma ocorreu no mesmo dia em que o Massacre de Eldorado dos Carajás completou 20 anos. Nesse dia, 17 sem-terra foram mortos num confronto com a Polícia do Pará.

"Para aqueles que enterram seus mortos, para aqueles que todos os dias são despejados de ocupações urbanas, esta é só mais uma batalha. Nós sabemos quem são os nossos inimigos e sabemos quem são os que nos traíram. Se precisarem da foice, da enxada e do facão dos sem terra, podem contar conosco", afirmou.

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