"Tema está, por ora, esgotado", diz Cármen Lúcia sobre suspeita de espionagem

Felipe Amorim

Do UOL, em Brasília

  • Folhapress

    Cármen Lúcia afirmou não ser possível duvidar da palavra de Temer

    Cármen Lúcia afirmou não ser possível duvidar da palavra de Temer

A presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministra Cármen Lúcia, afirmou nesta segunda-feira (12) que, após o presidente Michel Temer (PMDB) negar que a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) tenha sido acionada para monitorar ministro do STF, o assunto está "por ora, esgotado".

A presidente do Supremo também afirmou não ser possível duvidar da palavra do presidente da República.

Reportagem da revista "Veja" desta semana afirmou que Temer acionou a Abin para monitorar o ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato na Corte. O presidente é alvo de um inquérito no STF, por suspeita de corrupção, que está sob a responsabilidade de Fachin.

Temer negou ter dado qualquer ordem à Abin. "O governo não usa a máquina pública contra os cidadãos brasileiros, muito menos fará qualquer tipo de ação que não respeite aos estritos ditames da lei", disse o presidente, em nota divulgada na noite da sexta-feira (9).

Apesar de já ter divulgado uma nota no sábado, na qual afirmou que ação desse tipo seria "inadmissível", Cármen Lúcia divulgou nova manifestação sobre o tema nesta segunda-feira após questionamentos de jornalistas sobre se o STF adotaria alguma providência face às suspeitas lançadas contra a Abin.

Veja a íntegra da manifestação da presidente do STF:

"A ministra presidente do Supremo Tribunal Federal não adotará qualquer providência sobre a notícia de que estaria havendo escuta ou medida irregular contra ministros do Supremo.
O presidente da República garantiu não ter ordenado qualquer medida naquele sentido. Não há o que questionar quanto à palavra do presidente da República.
A ministra presidente [do STF] já esclareceu na nota [emitida no sábado] que qualquer irregularidade vinda de qualquer órgão estatal, de qualquer dos poderes da República, de seus agentes ou da Procuradoria Geral da República contra qualquer cidadão brasileiro não será tolerada, por contrariar a Constituição.
Portanto, o tema está, por ora, esgotado."

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