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Hospital do DF mantém Maluf internado e diz que suas dores diminuíram

Paulo Maluf sendo encaminhado a IML de SP após ser preso - Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo
Paulo Maluf sendo encaminhado a IML de SP após ser preso Imagem: Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo

Luís Adorno

Do UOL, em São Paulo

29/03/2018 11h58Atualizada em 29/03/2018 11h58

O hospital Home, do Distrito Federal, divulgou um boletim médico nesta quinta-feira (29) afirmando que decidiu manter o deputado federal afastado Paulo Maluf (PP-SP), 86, internado e dizendo que ele teve uma diminuição na dor, mas continua em observação. Maluf está no local desde a madrugada de quarta-feira (28) sofrendo de dores nas costas. Sua defesa afirma que ele foi diagnosticado com câncer na próstata.   

De acordo com o documento, assinado pelo diretor técnico do hospital, Cícero Dantas Neto, Maluf precisou usar oxigênio durante a madrugada e também foi  submetido na quarta-feira a um procedimento de infiltração teleguiada - injeção de medicamentos em áreas específicas do corpo para tratar uma inflamação ou lesão.  

"[Ele] apresentou durante a madrugada leve desconforto respiratório e necessidade do uso de oxigênio suplementar. Será submetido a novos exames de controle para planejamento de possível alta hospitalar", afirmou o boletim.

A SSP (Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social) do Distrito Federal informou que o parlamentar se queixou de dores nas costas e foi conduzido desde a penitenciária da Papuda até o hospital pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) no fim da noite de terça-feira (7).

Enquanto estiver no hospital, a secretaria da Segurança informou que ele ficará sob escolta de agentes da Sesipe (Subsecretaria do Sistema Penitenciário). Ao sair do hospital, no entanto, Maluf cumprirá prisão domiciliar.

Isso porque, na tarde de ontem, o ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu o benefício argumentando que Maluf "passa por graves problemas relacionados à sua saúde no cárcere, em face de inúmeras e graves patologias que o afligem".

O advogado de Maluf, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, voltou a dizer que a penitenciária da Papuda, onde Maluf cumpria regime fechado, não tinha condições de cuidar da saúde do deputado.

Em nota, Kakay afirmou que a rotina do deputado tem sido de "severas restrições de mobilidade, de dores crônicas massacrantes dia após dia". O atendimento médico no local, segundo o advogado, funciona em dias úteis entre 9h e 16h e "restringe-se a eventualmente aplicar injeções de analgésico para que Maluf suporte a dor."

Kakay informou que "certamente" Maluf não receberá alta nesta quinta-feira (29).

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