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"Não existe grupo de militares nem de Olavos. É um time só", diz Bolsonaro

Antonio Temóteo

Do UOL, em Brasília

06/05/2019 16h28Atualizada em 06/05/2019 17h29

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) negou hoje que haja um racha no governo entre uma ala militar e outra ligada ao guru Olavo de Carvalho. Segundo ele, o grupo de auxiliares é "um time só" e não há fritura do ministro da Secretaria de Governo, general Carlos Alberto Santos Cruz. Os dois se reuniram ontem no Palácio da Alvorada e Bolsonaro negou que o ministro tenha pedido demissão.

"O que tenho falado é que de acordo com a origem do problema, a melhor resposta é ficar quieto, pois temos coisas muito, mas muito mais importantes para discutir no Brasil. Aqueles que, porventura, não tenham tato político estão pagando preço junto à mídia. Mas não existe grupo de militares nem grupo de 'Olavos'. É tudo um time só", disse.

Segundo Bolsonaro, ele e Santos Cruz se reuniram ontem por uma hora e trinta minutos para tratar de vários assuntos. O presidente também minimizou o fato de ter recebido uma visita no fim de semana e disse que isso é comum entre vários ministros.

"Ele (Santos Cruz) está em São Gabriel da Cachoeira (AM) tratando de assuntos fundiários e indígenas. Conversei com ele ontem a noite por uma hora e meia sobre vários assuntos. Como faço com vários ministros. Ninguém pediu demissão, assim como a Damares não pediu", declarou.

O presidente também disse que não há contingenciamento no Ministério da Educação. Ele declarou que a ação tomada pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, é um remanejamento de recursos para outras áreas.

"Na questão da Educação, não é contingenciamento essa última ação no respectivo ministro. É realocação de recursos para outras áreas", disse.

Bolsonaro evitou polemizar sobre o comentário do general Villas Boas, que disse que Olavo era um "Trótski de direita". Segundo ele, os ministros estão trabalhando e cumprindo as determinações do presidente.

"Não tenho nada a ver com o Villas Boas. O Brasil está no caminho certo. Os ministros estão fazendo o que é determinado. Semana passada estive no Ministério da Educação. Semana que vem outra incursão para ouvir os funcionários, trocar uma ideia, ouvir algo que porventura não esteja no rumo certo", disse Bolsonaro.

Villas Boas é ex-comandante do Exército e atualmente trabalha no GSI (Gabinete de Segurança Institucional).

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