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Autor lamenta uso de música em vídeo com Mario Frias: 'Não apoio sua visão'

Mario Frias em campanha da Secom: uso de música não teve crédito do autor - Reprodução/Twitter
Mario Frias em campanha da Secom: uso de música não teve crédito do autor Imagem: Reprodução/Twitter

Colaboração para o UOL, em Santos

07/09/2020 15h10

O compositor australiano Scott Buckley se mostrou contrariado com a utilização de uma música sua em um vídeo estrelado pelo secretário especial da Cultura do Brasil, Mario Frias.

O músico disse que não compartilha das visões políticas do governo brasileiro, mas que a música tem licença de uso aberta e, por isso, poderia ser usada livremente na campanha, produzida pela Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República (Secom).

Nas redes sociais, um brasileiro questionou Buckley se o governo brasileiro "de extrema direita" pagou pelo uso da faixa "Omega", sem creditá-lo.

"Não, nada foi pago pelo uso. Eles apenas usaram. Eu definitivamente não apoio a visão política deles, nem quero o dinheiro deles. Essa é uma das desvantagens de lançar música de graça", respondeu o músico.

De acordo com a licença de uso da música, disponibilizada no site de Buckley, ela pode ser utilizada — e até mesmo editada — por qualquer um, desde que o compositor seja devidamente creditado.

O vídeo com Mario Frias, divulgado por meio do perfil de Twitter da Secom, não mencionava a autoria de Buckley. O crédito foi acrescentado apenas na manhã de hoje, em uma sequência de publicações do órgão na rede social.

Buckley disse que pensou em denunciar o uso indevido, mas desistiu depois de ser creditado. "Apesar de essas atribuições não preencherem completamente os requerimentos, estou retirando a queixa", escreveu no Twitter.

Discussão com Marcelo Adnet

O vídeo estrelado por Mario Frias, que promove a websérie "Heróis Brasileiros", ganhou destaque na última semana em razão de uma rusga do secretário com o humorista Marcelo Adnet.

Adnet fez uma paródia da peça, e Mario Frias reagiu chamando o comediante de "frouxo", "sem futuro", "palhaço" e "bobão". Já a Secom afirmou que Adnet faz "pouco dos brasileiros".

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