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Frente de prefeitos pede demissão de Ernesto Araújo e pressiona Bolsonaro

Frente cita a postura contrária do Ernesto ao ingresso do Brasil no Covax Facility e engrossa pressão sobre Bolsonaro - Wallace Martins/Futura Press/Estadão Conteúdo
Frente cita a postura contrária do Ernesto ao ingresso do Brasil no Covax Facility e engrossa pressão sobre Bolsonaro Imagem: Wallace Martins/Futura Press/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

26/03/2021 11h41Atualizada em 26/03/2021 13h08

A FNP (Frente Nacional de Prefeitos) cobrou hoje a demissão do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Para o grupo, a postura do diplomata e a atual política externa brasileira comprometem o enfrentamento à pandemia de covid-19.

"Ocorre que neste momento de pandemia não há espaço para o que vem sendo relevado desde a posse do atual ministro. Diante disso, a Frente Nacional de Prefeitos registra sua apreensão e preocupação com esse contexto", disse.

"[A FNP] clama, portanto, para que o governo federal assuma sua responsabilidade, substitua o ministro e reverta a política externa desastrosa que vem adotando", continuou.

A frente cita a postura contrária do Ernesto ao ingresso do Brasil no Covax Facility, consórcio para distribuição de vacinas contra a covid-19, fato este revelado hoje pela coluna do Guilherme Amado, da Época, para pedir a demissão do diplomata.

"O Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, já apresentou um leque diverso de trapalhadas e atitudes destrutivas", enfatizou.

"É premente a necessidade de medidas tempestivas para tentar recuperar a imagem do país no exterior, sob pena de comprometer, ainda mais, a inescapável e urgente aquisição de vacinas contra o coronavírus", concluiu.

Com a cobrança da demissão de Ernesto, a FNP se junta ao centrão, que pressiona o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pela demissão do diplomata do Itamaraty.

Em audiência realizada na última quarta-feira (24) no Senado, Ernesto foi cobrado pelo presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e por outros senadores, que consideram que a atual política diplomática brasileira prejudicou compra de vacinas contra a covid-19.

Antes de oficializar a demissão de Ernesto, Bolsonaro tem buscado uma saída honrosa ao hoje ministro, ao mesmo tempo em que é rondado por senadores que buscam indicar um sucessor.

O governo Bolsonaro teve início em 1º de janeiro de 2019, com a posse do presidente Jair Bolsonaro (então no PSL) e de seu vice-presidente, o general Hamilton Mourão (PRTB). Ao longo de seu mandato, Bolsonaro saiu do PSL e ficou sem partido. Os ministérios contam com alta participação de militares. Bolsonaro coloca seu alinhamento político à direita e entre os conservadores nos costumes.