As vítimas de Brumadinho

Funcionários da Vale e moradores da cidade que morreram com o rompimento da barragem

Do UOL, em São Paulo

25 de janeiro de 2019. Era início da tarde em Brumadinho (MG), quando a Barragem 1 da mineradora Vale sofreu um rompimento, e um mar de lama transformou para sempre o município. Casas, pousadas, escritórios e tudo o que estava pelo caminho foram arrastados. Segundo as autoridades locais, ao menos 193 pessoas morreram e outras 115 estão desaparecidas.

Entre as vítimas estão moradores da região do Córrego do Feijão, atingidos diretamente pelo impacto da lama vinda da barragem, e funcionários da Vale.

O UOL conta abaixo algumas das histórias das vítimas. Esta matéria será atualizada conforme novas vítimas forem identificadas no IML de Belo Horizonte, responsável por centralizar este processo.

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Barragem traiçoeira

Wilson José da Silva, de 53 anos, tornou-se conhecido, quando viralizou um vídeo em que aparecia cantando ao lado de outros funcionários da Vale nos vestiários da empresa. O operador de máquinas era conhecido pela sua religiosidade e teve o corpo identificado após mais de duas semanas do rompimento da barragem.

Casado com Aparecida e sem filhos, Wilson cantava a música "Noites traiçoeiras" com os colegas semanas antes do acidente em Brumadinho. A família de Wilson não sabe confirmar a data exata da gravação, mas afirma que o vídeo não foi filmado no dia do rompimento da barragem. Carlos Eduardo recebeu a filmagem no fim de semana seguinte à tragédia. 

"É meu tio no vídeo. São os olhos dele. É de semanas anteriores à tragédia. Um amigo mandou pra gente, ele tinha gravado e nos mandou para consolar a família, ver a felicidade dele no trabalho", conta Carlos Eduardo, sobrinho de Wilson.

"Ele sempre foi amado por todos. O carinho que ele tinha pelas pessoas era fora do comum. Ele era amado e amava muito o que fazia. Sempre comentou que o sonho dele era trabalhar ali (na Vale). Ele achava pouco o que ele fazia. Queria sempre mais. Falava que aquilo era uma família. Era sua segunda família. Infelizmente teve esse acontecido", diz Carlos Eduardo. 

Wilson não era o único da família a trabalhar na Vale. Alejandro Braga, pai de Carlos Eduardo, também é funcionário da Vale, assim como outros familiares do sobrinho de Wilson. Alejandro trabalhou na noite anterior ao rompimento da barragem, e deixou a Vale na manhã do acontecido, quando trocou de turno com seus companheiros.

Companheira de trabalho de Wilson José por três anos, a ex-funcionária da Vale Mirian Amorim, de 36 anos, lembra com carinho do colega religioso e de bom coração. Com a voz embargada, a operadora de equipamentos e caminhões contou ao UOL que o amigo era chamado de "Camarguinho" pelos colegas.

"Lá a gente não podia fazer café. Era uma norma de segurança. Ele (Wilson) buscava café para todos. Era o 'amigo do café'. Distribuía café para todos e levava lanches de casa para o pessoal", conta Mirian.

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A despedida pelo WhatsApp

Everton Guilherme Ferreira Gomes, 20, conhecido como "Tom", trabalhava como gestor de qualidade em uma empresa que prestava serviços para a Vale. Morador de Belo Horizonte, ele tinha ido a Brumadinho na manhã do dia do desastre e chegou a trocar mensagens através do WhatsApp com o pai após chegar à barragem.

"Bom dia, pai, ontem eu não fui porque estava em outra cidade e hoje estou de novo. Em Brumadinho, Mina Córrego do Feijão. Eu te amo! Fica com Deus", enviou Tom às 12h18 do dia 25.

"Amém, meu filho, papai também te ama muito", respondeu o pai, Paulo. Estas foram as últimas mensagens que eles trocaram. O jovem ficou desaparecido desde então. A situação levou a família se mobilizar e uma das primas da namorada de Everton criou o perfil no Instagram chamado "Desaparecidos Brumadinho 2019", segundo informações do jornal O Globo. Através da rede social, familiares de outros desaparecidos passaram a colocar informações sobre os parentes em busca de informações.

A busca por Everton acabou nove dias após o acidente, quando o corpo do jovem foi identificado no dia 3 de fevereiro. Tom era apaixonado por futebol, torcia pelo Cruzeiro e, nas horas vagas, jogava como goleiro em um time amador. Ele deixa pais, irmãos e uma namorada de quase dois anos.

"Isso não é um acidente, é um assassinato, é uma chacina"

Arquivo pessoal Arquivo pessoal

Adeus um dia após a festa de aniversário

A médica Marcelle Porto Cangussu foi a primeira vítima do rompimento da barragem da Vale a ser identificada. Especialista em medicina do trabalho, ela comemorou o seu 35º aniversário no dia anterior à tragédia e sua morte foi confirmada no sábado (26) pela Polícia Civil.

Funcionária da Vale desde 2015, Marcelle estava trabalhando no momento em que a barragem se rompeu. Segundo familiares, a médica não estava escalada para trabalhar no dia do rompimento da barragem, mas foi chamada de última hora.

"Morreu fazendo o que mais gostava. Estamos desolados. Completamente sem chão. A gente não se desgrudava, ela cuidava muito de mim, e eu dela. Me ligava todos os dias, perguntava como eu estava", lamentou a mãe da jovem, Mirelle Porto, durante o enterro em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.

Nos primeiros momentos do desaparecimento, a mãe acreditava que Marcelle estaria ajudando as vítimas. "Eu e minha filha mais nova chegamos a pensar que, por ser médica, ela estivesse socorrendo pessoas", contou. "Infelizmente aconteceu algo pior."

Além de trabalhar na Vale, a médica também atuava no Hospital Público Regional de Betim (MG). Ela se formou na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Entre seus interesses no Facebook, estão páginas em defesa dos direitos dos animais, associações médicas e grupos musicais.

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Wilton Junior/Estadão Conteúdo e Reprodução/Facebook Wilton Junior/Estadão Conteúdo e Reprodução/Facebook

A última viagem

Ricardo Eduardo da Silva, de 41 anos, era o responsável por conduzir um dos ônibus que transportavam funcionários da Vale, que acabaram sendo soterrados por causa do rompimento da barragem em Brumadinho.

Ele trabalhava para um empresa de Itabira, sua cidade natal, que foi contratada pela Vale. O ônibus foi localizado pelos bombeiros no dia 29 de janeiro, mas os bombeiros levaram quase um dia para retirar o corpo, que foi identificado no dia seguinte.

Além de Ricardo, mais duas pessoas estavam no veículo e o motorista foi enterrado no Cemitério da Paz, em Itabira. Ele deixa mulher e duas filhas.

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Folga suspensa

Leonardo Alves Diniz morava em Belo Horizonte e era técnico em manutenção na Vale, em Brumadinho, havia 10 anos. Na sexta-feira, dia da tragédia, ele deveria estar de folga, segundo uma afilhada de Leonardo relatou ao UOL. Mas, pela manhã, foi chamado para uma reunião no setor administrativo.

"Não era dia de trabalhar, ele não estava na escala. Por ser muito correto, ele foi. Ele sempre se doou pela empresa", disse a afilhada, que preferiu não se identificar. Ela acrescentou que Leonardo não batia ponto das horas trabalhadas porque "não tinha hora de ir embora".

Torcedor do Atlético Mineiro, ele era casado e gostava de assistir às partidas do time com o filho de oito anos. "Ele foi um exemplo não só para mim, mas exemplo de pai, filho, esposo. Ele foi muito querido por todos. A prova foi no velório. Muitas pessoas estavam lá. Era uma pessoa positiva. Em todas as fotos está sorrindo. A fé e a alegria dele em Deus são o legado que vamos levar", disse a afilhada.

Xinhua/Ernesto Rodrigues/Agência Estado

Funcionários recentes da Vale

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Carlos Roberto Deusdedit

Funcionário da Vale havia dois meses, o serralheiro de 47 anos era o mais velho entre seis irmãos. "Ele perdeu a minha avó muito cedo e ajudou a cuidar dos irmãos", contou a sobrinha Viviane Cristina Dias de Paula. O emprego na Vale era o primeiro após cinco meses para o mineiro nascido em Contagem, que deixa mulher e um filho de oito anos. "Com ele não tinha tempo ruim", disse Viviane.

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Eliandro Batista de Passos

Eliandro, 35, é mais uma das vítimas que morreram em período de trabalho na barragem. Ele prestava serviços a uma empresa de pavimentação, terceirizada pela Vale, havia três meses. Natural de Itaipé, no Vale do Mucuri, em Minas Gerais, Eliandro morava em Belo Horizonte. Ele deixa mulher e duas filhas. Seu corpo foi enterrado em sua cidade natal na tarde do dia 28 de janeiro.

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Ninrode de Brito Nascimento

Engenheiro, Ninrode fora transferido pela Vale para a unidade de Brumadinho havia pouco mais de três meses. Ele estava trabalhando na barragem na hora do rompimento. Natural de Ipatinga, no interior de Minas Gerais, ele deixa mulher e uma filha pequena. "Era meu primo, mas tinha como um irmão de sangue", lamentou Rodrigo Nascimento, no Facebook.

Famílias interrompidas

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Glayson Leandro da Silva

Tido como um homem brincalhão e divertido, o funcionário da Vale gostava de viajar e andar de bicicleta. "Perdi meu chão, meu exemplo de homem. Sempre com suas palavras sabias, seu jeito bobo, contava piadas que só você ria", disse um dos filhos de Glayson, que deixa mulher e dois filhos.

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João Paulo Pizzani e Rosilene Pizzani Mattar

Ele tinha 37 anos e ela estava com 48. Ambos eram funcionários da Vale. Rosilene trabalhava na área administrativa e o marido adorava o Atlético-MG. Os corpos foram identificados uma semana após o rompimento da barragem em Brumadinho. O casal não tinha filhos.

Eduardo Anizelli/Folhapress Eduardo Anizelli/Folhapress

Mais de 188 mortos

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Adriano Wagner da Cruz de Oliveira

Ele trabalhava como operador de máquinas da Vale e tinha 35 anos. Adriano postou em suas redes fotos com a máquina que usava na barragem. Ele morava em Belo Horizonte, deixa mulher e uma filha adolescente.

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Djener Paulo Las-Casas Melo

Djener, 31, era operador de máquinas da Vale havia dois anos. Morador de Brumadinho, ele estava noivo de uma empresária da cidade e era fã de motocross. O jovem seguiu o caminho do pai, também funcionário da Vale, mas que não estava na barragem no momento do acidente.

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Eudes José de Souza Cardoso

Apaixonado por esporte, o eletricista de 43 anos tinha como hobby o ciclismo. Em conversa com o UOL, Alexandre de Souza Cardoso, irmão de Eudes, disse que ele era apaixonado pela natureza. Eudes tinha planos de abrir a própria academia e deixar a Vale no futuro. Era casado e deixa duas filhas, de seis e dois anos.

Agência estado

Mais vítimas que trabalhavam na barragem da Vale

  • Adriano Caldeira do Amaral

    Era funcionário da Vale. Morador de Belo Horizonte, ele deixa mulher e dois filhos.

    Imagem: Reprodução/Facebook/Ana Flávia Silva
  • Adriano Gonçalves dos Anjos

    Funcionário da Vale, ele deixa mulher e uma filha de 11 anos.

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  • Alaércio Lúcio Ferreira

    Funcionário da Vale, Alaércio era tido pelos conhecidos como alguém atencioso e de um coração enorme.

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  • Alano Reis Teixeira

    Natural de Taguatinga (DF), era casado desde 2006 e deixa mulher e dois filhos.

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  • Alex Rafael Piedade

    Tinha 36 anos, foi operador de máquinas e eletromecânico na Vale. Deixa mulher e dois filhos.

    Imagem: Arte/UOL
  • Alexis César Jesus Costa

    Era operador da Vale e conhecido entre os amigos pelo bom humor. Deixa mulher e uma filha.

    Imagem: Reprodução/Facebook
  • Alisson Martins de Souza

    Era técnico de manutenção de tubulações de uma empresa terceirizada pela Vale. Deixa mulher e uma filha.

    Imagem: Reprodução/Facebook
  • Amauri Geraldo da Cruz

    Era o motorista responsável pelo transporte de funcionários e chamado carinhosamente de "Mais Veio" pelos filhos de quem transportava

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  • Anailde Souza Pereira

    Formado em engenharia elétrica, ele era técnico em eletroeletrônica na Vale. Deixa mulher e um filho.

    Imagem: Reprodução/Facebook
  • Anderson Luiz da Silva

    Maquinista de empresa terceirizada, ele tinha 43 anos e trabalhava na barragem no momento do acidente

    Imagem: Reprodução/Facebook

Você, pai dedicado, vivia para nós, para a nossa família. E agora, quem vai mimar meus sonhos, os nossos sonhos?

Ana Flavia, no Facebook, ao marido Adriano Caldeira do Amaral, morto em Brumadinho

Foi uma tragédia anunciada

Juliana, filha de Maurício Lauro de Lemos, vítima do rompimento da barragem

Obrigado a todos os amigos que tiraram um pouco do seu tempo para me felicitar. Este é o maior presente: ter amigos

Wellington Campos Rodrigues, em post no Facebook, um mês antes de morrer na tragédia de Brumadinho

  • André Luiz Almeida Santos

    Morador de Brumadinho e funcionário da Vale, ele deixa mulher e um filho.

    Imagem: Reprodução/Facebook
  • Andrea Ferreira Lima

    Nascida em Marabá (PA), a advogada de 40 anos trabalhava para uma empresa terceirizada da Vale. Deixa dois filhos.

    Imagem: Reprodução/Facebook
  • Angélica Aparecida Ávila

    Bióloga de 29 anos, ela trabalhava na Vale há cerca de um ano. Era fã de música brasileira e poesia, estava solteira e não tinha filhos.

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  • Ângelo Gabriel da Silva Lemos

    Tinha 54 anos e era funcionário terceirizado da Vale

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  • Bruno Eduardo Gomes

    Engenheiro geólogo, ele trabalhava na Vale. Cruzeirense, adorava fazer exercícios e, sempre que podia, ajudava os amigos com aulas de matemática. Deixa mulher e filho.

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  • Camila Santos de Faria

    Funcionária do setor administrativo da Vale, ela tinha 32 anos. Deixa marido e uma filha pequena.

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  • Carlos Roberto da Silva

    Ele era funcionário da Vale. Natural de Itabira (MG), era solteiro e não tinha filhos.

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  • Cláudio José Dias Rezende

    Natural de Contagem (MG), Claudio era funcionário da Vale havia oito anos e deixa mulher e um filho.

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  • Claudio Pereira Silva

    Ele tinha 45 anos e trabalhava havia cinco anos em uma empresa que fornecia serviços de limpeza para a Vale.

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  • Cleidson Aparecido Moreira

    Ele era funcionário da Vale, morava em Brumadinho e deixa mulher e um filho.

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Douglas Magno/AFP Douglas Magno/AFP
  • Cristiano Vinícius Oliveira de Almeida

    Mecânico formado pelo Senai, Cristiano nasceu em Bela Vista de Minas (MG) e deixa mulher.

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  • Daniel Muniz Veloso

    Técnico em eletromecânica, ele seria pai pela 1ª vez, pois sua mulher está grávida. Com 29 anos de idade, ele trabalhava em uma empresa terceirizada da Vale

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  • David Marlon Gomes Santana

    Tinha 24 anos e trabalhava para uma empresa terceirizada da Vale. Era solteiro.

    Imagem: Reprodução/Facebook/David Marlon
  • Dennis Augusto da Silva

    Aos 34 anos, ele era técnico em planejamento e controle da Vale. Era casado com Juliana de Resende Silva, também funcionária da companhia e desaparecida após a tragédia. Deixa gêmeos com menos de um ano.

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  • Duane Moreira de Souza

    Manobrador de uma empresa terceirizada pela Vale, ele tinha 33 anos e deixa mulher e três filhos.

    Imagem: Reprodução/Facebook/Duane Moreira
  • Edgar Carvalho Santos

    Apaixonado por futebol, o mecânico de 45 anos era técnico de um time dos funcionários da Vale. Ele deixa mulher, com quem era casado há 16 anos.

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  • Edionio José dos Reis

    Trabalhava como operador de guindaste de uma empresa terceirizada pela Vale. Brincalhão, gostava de fazer churrasco com os amigos. Deixa mulher e um filho pequeno.

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  • Ednilson dos Santos Cruz

    Nascido em Santo Amaro da Purificação (BA), ele tinha 23 anos e trabalhava em uma terceirizada da Vale. Era solteiro e não tinha filhos.

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  • Fabrício Henriques da Silva

    Tinha 27 anos e trabalhava havia cinco meses em uma empresa terceirizada. Era solteiro e não tinha filhos.

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  • Felipe José de Oliveira Almeida

    Funcionário terceirizado para a Vale, ele tinha 27 anos e trabalhava havia um ano e dez meses na Sotreq. Segundo nota oficial da empresa, o mecânico deixa mulher e dois filhos.

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O que nos mantém firmes é a certeza de que em breve vamos nos encontrar e vou poder te entregar aquele abraço que ficou pendente. Olhe por nós dai de cima, que aqui embaixo você sempre será lembrado e carregado em nossos corações! Amamos você

Mércia Dias, mãe de Claudio Jose Dias Rezende, em postagem no Facebook

Saudade já grita aqui no peito

Daniela Teles, amiga de Mauricio Lauro de Lemos

  • Fernanda Batista do Nascimento

    Estagiária da Vale, ela tinha 20 anos e estudava administração na PUC Minas, em Betim.

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  • Flaviano Fialho

    Era auxiliar técnico de manutenção da Vale e torcedor do Atlético-MG. Deixa mulher e dois filhos.

    Imagem: Reprodução/Facebook/Jussara Fialho
  • Francis Marques da Silva

    Técnico de manutenção, ele tinha 34 anos e deixa a mulher e uma filha.

    Imagem: Reprodução/Facebook/Francis Marques da Silva
  • Gislene Conceição Amaral

    Ela trabalhava na Vale e morava em Mário Campos, cidade vizinha a Brumadinho

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  • Gustavo Sousa Junior

    Ele trabalhava havia 12 anos na área de mecânica de máquinas em uma empresa terceirizada pela Vale. Deixa mulher e um filho pequeno. "O herói do filho Samuel!", disse a cunhada no Facebook.

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  • Helbert Vilhena Santos

    Analista de TI, ele tinha 32 anos e era apaixonado pelo Cruzeiro, tanto que fez uma tatuagem no braço para o clube. Deixa mulher.

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  • Izabela Barroso Câmara

    Natural de Governador Valadares (MG), ela tinha 30 anos e era engenheira de minas da Vale havia cerca de cinco anos

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  • Janice Helena do Nascimento

    Conhecida como "Jany", ela tinha 42 anos e era Funcionária da Vale havia nove anos. Deixa uma filha de dois anos e dois meses.

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  • João Paulo de Almeida Borges

    Ele era funcionário da Vale e estava trabalhando na hora do acidente

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  • Jonatas Lima Nascimento

    Natural de Congonhas (MG), curtia música sertaneja e deixa dois filhos.

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Pedro Ladeira/Folhapress Pedro Ladeira/Folhapress
  • Jorge Luiz Ferreira

    Operador de equipamentos da Vale, ele era cruzeirense e fã de sertanejo. Deixa mulher e duas filhas.

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  • Juliana Parreira Lopes

    Torcedora do Atlético-MG, ela tinha 27 anos e trabalhava no setor administrativo da Vale.

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  • Leandro Rodrigues da Conceição

    Técnico de segurança de uma empresa terceirizada pela Vale, ele tinha 34 anos e adorava cantar e dançar em encontros com amigos e familiares. Deixa noiva e um filho.

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  • Lenilda Cavalcante Andrade

    Técnica de planejamento, a paraense nascida em Tucuruí morava em Minas havia dois anos e meio. Deixa um filho.

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  • Leticia Rosa Ferreira Arrudas

    Tinha 30 anos e era engenheira mecânica da Vale. Deixa marido e um filho de dois anos.

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  • Lúcio Rodrigues Mendanha

    Engenheiro de 36 anos, ele trabalhava na Vale desde que se formou na UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto). Natural de Itabirito (MG), deixa mulher e um casal de filhos, de 5 e 2 anos.

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  • Luiz Cordeiro Pereira

    Com 32 anos, ele trabalhava havia 18 anos na Vale e era monitor de barragens. Aventureiro, adorava fazer trilhas de bicicleta. Deixa mulher e três filhos, de 18, 13 e 2 anos.

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  • Luiz de Oliveira Silva

    Funcionário da Vale, Luiz tinha 43 anos. Deixa mulher e um filho.

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  • Marcelo Alves de Oliveira

    Engenheiro nascido em Santos (SP), foi contratado para trabalhar na obra de uma empresa terceirizada pela Vale.

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  • Marciano de Araújo Severino

    Morador de Codisburgo (MG), ele trabalhava em uma empresa terceirizada pela Vale. Deixa mulher e um filho pequeno.

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Meu choro é de dor e tristeza, mas as lembranças de suas risadas e alegrias me confortam. Peço a Deus que me dê sabedoria pra criar nossa filha porque terei que ser forte quando em meu rosto quiser rolar lágrimas e ela não poder vê-las, te amo, te amo, te amo, te amo

Aline, mulher de Marlon Rodrigues Gonçalves

Quantas toneladas de ferro? Quantas lágrimas disfarçamos sem berro?

Luzia Silva, prima de João Paulo de Almeida Borges

  • Marcio Flávio da Silveira Filho

    Técnico em segurança no trabalho, ele tinha 27 anos e trabalhava para uma empresa terceirizada da Vale

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  • Marcus Tadeu Ventura do Carmo

    Funcionário da Vale, ele deixa mulher e uma filha.

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  • Marlon Rodrigues Gonçalves

    Apaixonado por futebol, o torcedor do Canto do Rio FC trabalhava na área administrativa da Vale. Deixa mulher e uma filha.

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  • Maurício Lauro de Lemos

    Motorista, ele tinha 52 anos e trabalhava havia seis meses no local. Deixa mulher e uma filha.

    Imagem: Reprodução/Facebook/Juliana Lemos
  • Moisés Moreira Sales

    O funcionário da Vale foi sepultado no dia 27 de janeiro. Nas redes sociais, Mateus Sales, irmão de Moisés, publicou vídeo onde o irmão mais velho aparece cantando.

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  • Noé Sanção Rodrigues

    Morador de Brumadinho, ele tinha 36 anos e trabalhava na Vale havia dois anos. Era solteiro.

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  • Olavo Henrique Coelho

    Funcionário da Vale, ele era apaixonado por pesca e conhecido como Lau entre os amigos. Era tio de Edymayra Samara Rodrigues Coelho, que também morreu na tragédia.

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  • Peterson Firmino Nunes Ribeiro

    Funcionário do almoxarifado da Vale, ele tinha 35 anos, morava em Brumadinho e era solteiro

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  • Ramon Pinto Júnior

    O engenheiro de 34 anos era analista operacional da Vale havia 13 anos. Deixa mulher e uma filha pequena.

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  • Rangel do Carmo Januário

    Com 23 anos, ele era funcionário do setor de almoxarifado da Vale. Ele não era casado, nem tinha filhos.

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Edmar Barros/Futura Press/Estadão Conteúdo Edmar Barros/Futura Press/Estadão Conteúdo
  • Reinaldo Simão de Oliveira

    Aos 32 anos, trabalhava com empilhadeiras de grande porte em uma empresa terceirizada pela Vale. Deixa esposa e uma filha pequena.

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  • Renato Vieira Caldeira

    Técnico em meio ambiente na Vale havia 13 anos, Renato deixa mulher e um casal de filhos.

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  • Renildo Aparecido do Nascimento

    Funcionário da Vale, ele morava em Brumadinho com a mulher e três filhas adolescentes. "Você sempre será meu herói", disse uma das filhas, Maria Júlia, no Facebook.

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  • Ricardo Henrique Veppo Lara

    Gaúcho de Itaqui, ele era funcionário da Vale e tinha 44 anos. Apelidado de China, ele curtia bandas de rock em seu perfil no Facebook.

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  • Rodney Sander Paulino Oliveira

    Mecânico de 26 anos, ele trabalhava para uma empresa terceirizada pela Vale. Deixa mulher. "É imensurável esta dor", postou a mulher no Facebook.

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  • Roliston Teds Pereira

    Natural de Itabira (MG), ele era funcionário da Vale e tinha 38 anos. Deixa mulher e duas filhas.

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  • Ruberlan Antônio Sobrinho

    Tinha 49 anos e era técnico em segurança havia mais de 30 anos na Vale. Deixa mulher, com quem era casado há mais de 25 anos, e um filho.

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  • Sandro Andrade Gonçalves

    Sandro era funcionário da Vale e morador de Brumadinho. Atleticano apaixonado por ciclismo, ele deixa mulher e uma filha.

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  • Sebastião Divino Santana

    Caminhoneiro de 58 anos, ele fazia uma entrega para a Vale na hora do acidente. Torcedor do Atlético-MG, deixa duas filhas.

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  • Tiago Augusto Favarini

    Tinha 33 anos trabalhava na Vale desde 2011, quando entrou como trainee de engenharia. Natural de Formiga (MG), ele morava em Ouro Branco (MG). Deixa mulher e um filho.

    Imagem: Reprodução/Facebook

Os dias agora ficaram mais tristes sem a sua presença, meu irmão, agradeço a Deus pelo privilégio que tivemos de convivermos com vocês por todos esses anos, rimos muito, brincamos, sempre vai ficar na minha lembrança as vezes que você chegava em minha casa e abria a geladeira e logo falava ?Tem nada de bom credo?

Alexssandra, irmã de Alexis César Jesus Costa

Eu sempre vou lembrar de nós desse jeito...Te amo, meu girassol

Postagem do filho de Lenilda Cavalcante Andrade

Tio, tu és uma pessoa boa demais pra ter ficado nesse mundo de tanta crueldade

Thais, sobrinha de Cleidson Aparecido Moreira

  • Wagner Valmir Miranda

    Conhecido como Bombeiro, Wagner, 42, era operador de máquinas na Vale havia quase 10 anos. Deixa mulher e dois filhos.

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  • Wanderson de Oliveira Valeriano

    Natural de Barbacena (MG), ele tinha 35 anos e deixa mulher e três filhos.

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  • Wanderson Soares Mota

    Mecânico de 32 anos nasceu em Filadélfia, no Tocantins, era casado e fã de motociclismo. Deixa mulher.

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  • Warley Lopes Moreira

    Trabalhava como engenheiro mecânico na Vale e fazia doutorado em engenharia de materiais. "Meu irmão foi um grande homem, grande filho, grande irmão, muito bom", disse a irmã em sua página no Facebook.

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  • Weberth Ferreira Sabino

    Formado em engenharia sanitária e ambiental, Weberth era técnico em meio ambiente da Vale. Deixa mulher e três filhos.

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  • Wellington Alvarenga Benigno

    Engenheiro que torcia pelo Cruzeiro e gostava de rock. "Sempre alegre, feliz, brincalhão, e chato", disse a irmã Letícia, em seu Facebook. Deixa mulher e uma filha.

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  • Wellington Campos Rodrigues

    Trabalhava como analista de suporte para uma empresa terceirizada pela Vale. Era pastor e deixa mulher e três filhas.

    Imagem: Arquivo pessoal
  • Wenderson Ferreira Passos

    Trabalhava como operador técnico na Vale. Um dos seus hobbies era cavalgar. Deixa mulher e um filho.

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  • Wesley Antonio das Chagas

    Operador de máquinas da Vale, ele tinha 37 anos e morava em Brumadinho. Deixa mulher.

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  • Wesley Eduardo De Assis

    Conhecido como Zinho, ele era operador de máquinas de uma empresa terceirizada pela Vale.

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  • Willian Jorge Felizardo Alves

    Funcionário da Vale, ele foi enterrado no dia 27, no cemitério da Paz, em Belo Horizonte.

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  • Wiryslan Vinicius Andrade de Souza

    Ele tinha 24 anos e trabalhava havia seis anos em uma empresa terceirizada pela Vale. Deixa mulher.

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  • Anizio Coelho dos Santos

    Ele trabalhava na Vale havia poucos meses. Natural de Brumadinho, era solteiro, não tinha filhos e tido pelos amigos como um jovem atencioso e religioso.

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  • Jhobert Donanne Gonçalves Mendes

    Aos 28 anos, ele era pintor industrial de uma empresa terceirizada pela Vale. Cruzeirense, Jhobert gostava de ouvir rap e funk. Era solteiro e não tinha filhos

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Famílias destruídas na pousada

"É mais importante dinheiro ou pessoas?", escreveu Márcio Paulo Barbosa Pena Mascarenhas em uma rede social em fevereiro de 2018. Dono da pousada Nova Estância, nos arredores da operação da Vale em Brumadinho, Márcio se queixava dos danos da mineração na área.

"Estão acabando com tudo em volta", escreveu na época. Quase um ano depois, seu corpo foi identificado entre os mortos pelo rompimento da barragem da Vale. O reconhecimento foi feito no dia 30 de janeiro, um dia antes de ele completar 75 anos.

Mascarenhas morreu ao lado da mulher, Cleosane Coelho Mascarenhas, e de um dos filhos do casal, Márcio Coelho Barbosa Mascarenhas, que também estavam na pousada no momento do acidente.

Hóspedes da pousada, o arquiteto Luis Taliberti Ribeiro da Silva, de 31 anos, o seu pai, Adriano Ribeiro da Silva, 60, e a sua irmã Camila Taliberti Ribeiro da Silva, advogada de 33 anos, já estão entre os mortos identificados na tragédia. Luis viajou para a cidade mineiro para comemorar com a família a gravidez de Fernanda Damian de Almeida, que teve o corpo localizado em 16 de fevereiro, mais de três semanas após a tragédia. A atual mulher de Adriano, Maria de Lurdes Bueno, continua desaparecida.

Então cercado de belezas naturais, o estabelecimento era um dos mais mais procurados da região e já havia recebido celebridades como o músico Caetano Veloso, o ator Marcos Veras, o humorista Marcelo Madureira e o casal de jornalistas Sandra Annenberg e Ernesto Paglia. Agora, a pousada e duas famílias estão destruídas.

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Xinhua/Rodney Costa/Eleven/Agência Estado Xinhua/Rodney Costa/Eleven/Agência Estado
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"Perdi tudo"

Era uma tarde tranquila em frente ao aparelho de televisão vendo um programa. Mas, de repente, o rompimento da barragem da Vale transformou para sempre a vida de Paloma Prates da Cunha. Ela percebeu o estouro da barragem e conseguiu ser resgatada com vida por moradores da cidade. Mas o seu marido, o seu filho e a sua irmã não tiveram a mesma sorte.

Robson Máximo Gonçalves, de 26 anos, foi arrastado pela lama ao lado do filho Heitor Prates Máximo da Cunha, de 1 ano, e da cunhada Pamela Prates da Cunha, de 13 anos. Robson foi o primeiro a ser identificado, seguido por Pamela. A espera pela identificação de Heitor demoraria mais de um mês e veio apenas em 28 de fevereiro, quando o nome do bebê entrou na lista de corpos identificados da Polícia Civil.

Em entrevista à TV Globo, veiculada em 25 de fevereiro, quando o corpo do filho ainda não havia sido identificado, Paloma contou que estava difícil seguir a rotina sem sua irmã, seu marido e seu filho.

"Perdi tudo, não tenho nem uma foto. Não posso lembrar do dia mais feliz da minha vida, que foi quando casei", desabafou, antes de complementar. "Eu não cheguei a escutar nem meu filho falar mamãe, porque ele ainda estava aprendendo a falar".

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Eduardo Anizelli/ Folhapress

Mortos sem ligação com a Vale

  • Camila Aparecida da Fonseca Silva

    Camareira da pousada Nova Estância, ela decidiu trabalhar para ajudar nas contas de casa depois que o pai, Wilson Joaquim da Fonseca Silva, sofreu infarto um mês antes do rompimento da barragem em Brumadinho. "Depois do infarto, ela me falava todo dia: 'pai, deixa de me dar susto'", recordou o pedreiro, que prometeu deixar a casa onde moravam. "Tudo lá vai me fazer lembrar dela de um jeito triste. Vou alugar uma casinha aqui em Brumadinho e tentar começar de novo".

    Imagem: Arquivo Pessoal
  • Edymayra Samara Rodrigues Coelho

    Ex-funcionária da Vale e moradora de Brumadinho, Edymayra estava trabalhando quando a barragem sofreu a ruptura. Ainda não se sabe em que local ou circunstância ela foi atingida pelo desastre. Um de seus tios, Olavo Henriques Coelho, este funcionário da Vale, também morreu no acidente. Ela deixa o marido Mayron, também ex-funcionário da mineradora, e um filho de um ano de idade.

    Imagem: Reprodução/Facebook
  • Sirlei de Brito Ribeiro

    "Quem vai trazer ela de volta? Ela estudou tanto, e vem a Vale e carrega a minha filha assim? Essa dor nunca vai acabar", disse José Batista no velório simbólico da advogada Sirlei de Brito Ribeiro, de 47 anos. Ela era secretária de Ação Social da Prefeitura de Brumadinho e também coordenava o curso de direito em uma faculdade da região. Havia sete anos, Sirlei morava em frente ao portão da Vale.

    Imagem: Arquivo pessoal
  • Jussara Ferreira dos Passos Silva

    Ela tinha 35 anos e trabalhava como camareira na Pousada Nova Estância, destruída após o rompimento da barragem da Vale. Deixa marido e um filho de 12 anos.

    Imagem: Reprodução/Facebook
  • Katia Aparecida da Silva

    Morava em Brumadinho com o marido e uma filha. "Não conheci na vida alguém feito você", postou uma amiga em seu Facebook.

    Imagem: Reprodução/Facebook
  • Lays Gabrielle de Souza Soares

    Ela tinha 13 anos e era filha de um funcionário da pousada Nova Estância. A adolescente foi identificada quatro semanas após a tragédia.

    Imagem: Arte/UOL
  • Reinaldo Fernandes Guimarães

    Reinaldo, de 31 anos, era funcionário da pousada Nova Estância, devastada pela lama após o rompimento da barragem da Vale. Ele deixa mulher e duas filhas.

    Imagem: Arte/UOL

No caminho da lama, vidas

Mourão Panda/O Fotográfico/Estadão Conteúdo Mourão Panda/O Fotográfico/Estadão Conteúdo

Outras vítimas já identificadas

  • Adair Custodio Rodrigues
  • Adnilson da Silva do Nascimento
  • Adriano Aguiar Lamounier
  • Adriano Júnior Braga
  • Adriano Wagner da Cruz de Oliveira
  • Alexis Adriano da Silva
  • Alisson Pessoa Damasceno
  • Amanda de Araújo Silva
  • Antônio Fernandes Ribas
  • Bruna Lelis de Campos
  • Carlos Eduardo de Souza
  • Carlos Roberto da Silveira
  • Cassia Regina Santos Souza
  • Cassio Cruz Silva Pereira
  • Cláudio Márcio dos Santos 
  • Cleiton Luiz Moreira Silva
  • Cristiano Braz Dias
  • Cristina Paula da Cruz Araújo
  • Davyson Christhian Neves
  • Denilson Rodrigues
  • Diego Antonio de Oliveira
  • Diomar Custódia dos Santos Silva
  • Dirce Dias Barbosa
  • Edimar da Conceição de Melo Sales
  • Edirley Antônio Campos
  • Eliane Nunes Passos
  • Eliveltom Nunes Passos
  • Elizeu Caranjo de Freitas
  • Eva Maria de Matos
  • Everton Lopes Ferreira
  • Fernanda Cristhiane da Silva
  • George Conceição de Oliveira
  • Giovani Paulo da Costa
  • Gisele Moreira da Cunha
  • Gustavo Andrie Xavier
  • Hernane Júnior Morais Elias
  • Hugo Maxs Barbosa
  • Joiciane de Fátima dos Santos
  • Jonis André Nunes
  • José Carlos Domeneguete
  • Josiane de Souza Santos
  • Katia Gisele Mendes
  • Leandro Antonio Silva
  • Lenilda Martins Cardoso Diniz
  • Leonardo Pires de Souza
  • Letícia Mara Anízio de Almeida
  • Lourival Dias da Rocha
  • Luciana Ferreira Alves
  • Luis Paulo Caetano
  • Marciel de Oliveira Arantes
  • Marcileia da Silva Cruz
  • Marco Aurélio Santos Barcelos
  • Martinho Ribas
  • Natália Fernanda da Silva Andrade
  • Priscila Elen Silva
  • Rafael Mateus de Oliveira
  • Reinaldo Gonçalves
  • Renato Rodrigues da Silva 
  • Renato Rodrigues Maia
  • Rodrigo Henrique de Oliveira
  • Rodrigo Monteiro Costa
  • Ronnie Von Olair da Costa
  • Roselia Alves Rodrigues Silva
  • Rosiane Sales Souza
  • Samuel da Silva Barbosa
  • Sergio Carlos Rodrigues
  • Sueli de Fátima Marcos
  • Thiago Leandro Valentim
  • Thiago Mateus Costa
  • Tiago Barbosa da Silva
  • Tiago Coutinho do Carmo
  • Valdeci de Sousa Medeiros
  • Vinicius Henrique Leite Ferreira
  • Walisson Eduardo da Paixão
  • Wanderson Carlos Pereira 
  • Wanderson Paulo da Silva
  • Warley Gomes Marques
  • Zilber Lage de Oliveira

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