Mitos e verdades

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Aids e HIV são a mesma coisa. MITO: Aids é a doença, e o HIV é o vírus que transmite a doença. Ter o vírus não significa ter Aids, pois a pessoa pode passar muitos anos com o HIV sem que a doença se manifeste. "Hoje a gente fala em quem tem HIV e quem tem Aids, pois quem tem o HIV e faz o tratamento correto pode vir a não manifestar a doença", explica o médico infectologista e imunologista Esper Kallas, professor da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) e coordenador do comitê de retroviroses da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) AFP/ Instituo Pasteur Mais

Sexo oral transmite HIV. VERDADE: isso foi controverso durante muito tempo, mas várias pesquisas científicas comprovaram que é possível ser infectado desta forma. O contato com os fluídos durante o sexo oral, especialmente se há ferimentos na boca de quem pratica (gengivites, aftas, machucados causados pela escova de dente), pode transmitir o vírus HIV. No entanto, o risco de infecção é menor, se comparado com outras formas de contágio (sexo vaginal, sexo anal e compartilhamento de seringas, por exemplo), segundo cartilha sobre Aids do Ministério da Saúde Getty Image Mais

Pessoas casadas ou em relacionamentos estáveis não precisam se preocupar com a Aids. MITO: atualmente, o índice de Aids cresceu muito entre mulheres casadas ou com parceiro fixo. "A Aids hoje está afetando mulheres jovens, que têm relações sexuais com parceiros variados ou fixos sem uso de proteção, além de mulheres idosas que acreditam que relações de longa duração afetiva envolvem fidelidade sexual", aponta Regina Figueiredo, coordenadora de Projetos em Saúde Sexual e Reprodutivos do Núcleo de Estudos para a Prevenção Aids da USP e pesquisadora do Instituto de Saúde da Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo. Por isso é importante, mesmo em um relacionamento estável, fazer sexo com proteção Thinkstock Mais

O risco de contágio pelo sexo anal é maior. VERDADE: o vírus HIV pode ser transmitido através do sexo anal e a taxa de contágio é maior do que a do sexo vaginal, por exemplo. "Isso porque a mucosa anal é mais frágil do que a vaginal, sendo mais suscetível ao contágio", explica o médico infectologista e imunologista Esper Kallas, professor da Faculdade de Medicina da USP Arte UOL Mais

Ainda existem grupos de risco. MITO: se no início da epidemia a doença afetava mais homossexuais, usuários de drogas injetáveis e hemofílicos, hoje o vírus ameaça qualquer pessoa, de qualquer camada social. "Hoje se fala em comportamento de risco, pois não há mais faixas em que um homossexual tenha mais chance de ter a doença do que uma mulher heterossexual, por exemplo. Ambos estão expostos ao mesmo risco. O que define isso é o comportamento", afirma o médico infectologista e imunologista Esper Kallas, coordenador do comitê de retroviroses da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) Thinkstock Mais

Camisinha protege contra o vírus HIV. VERDADE: camisinha continua sendo o melhor método preventivo, e também evita outras formas de doenças sexualmente transmissíveis. Estudos norte-americanos já esticaram o látex, material do preservativo, em 30 mil vezes e não detectaram nenhum poro pelo qual o vírus pudesse passar. Mas é sempre bom verificar se a camisinha é inspecionada por órgãos competentes, para garantir sua segurança Getty Images Mais

Filhos de portadores de HIV também terão o vírus. MITO: "Hoje é possível uma mulher com HIV planejar uma gravidez e ter uma família. Se ela estiver fazendo o tratamento corretamente e com um pré-natal adequado, a chance de infectar o bebê é muito baixa", garante o médico infectologista e imunologista Esper Kallas. Para isso, a mãe deve ter baixa carga viral e boa imunidade, e ainda receber antirretrovirais ao longo da gestação. No entanto, ela não poderá amamentar, já que o leite materno pode transmitir o vírus. No caso dos homens, eles só podem ter filhos através de tratamento de fertilidade, por meio de um processo chamado de "dupla lavagem de sêmen", que garante que nem o bebê nem a mulher sejam infectados Thinkstock Mais

Mulheres têm mais chance de contrair HIV do que homens. VERDADE: mulheres são mais vulneráveis porque sua área de contato, a mucosa vaginal, é maior do que a masculina (a entrada da uretra ou pelo prepúcio). "Além disso, a mulher fica com o esperma 'vivo' em seu corpo depois da ejaculação, aumentando não só a área exposta, mas o tempo de exposição a uma quantidade de líquido mais abundante que a lubrificação vaginal", explica Regina Figueiredo, coordenadora de Projetos em Saúde Sexual e Reprodutivos do Núcleo de Estudos para a Prevenção Aids da USP e pesquisadora do Instituto de Saúde da Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo Getty Images Mais

Aids ainda atinge mais os homossexuais. VERDADE: apesar de ter diminuído nesse grupo, a taxa de infecção entre homens que fazem sexo com outros homens ainda é grande, em torno de 10,5%, de acordo com o último levantamento do Ministério da Saúde Thinkstock Mais

O tratamento com os coquetéis impede totalmente a manifestação da doença. MITO: "O tratamento atual é muito eficaz, e impede em boa parte dos casos. Mas, às vezes, os medicamentos podem não ter o efeito esperado em determinados pacientes, ou o portador começa a tomá-los muito tarde e torna mais difícil o processo. O tratamento não é simples: ele exige adesão e acompanhamento para ter sucesso", afirma o médico infectologista e imunologista Esper Kallas, professor da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) AP Mais

Beijo na boca pode transmitir HIV. MITO: a saliva tem várias substâncias prejudiciais ao vírus, a possibilidade de alguém ser infectado durante o beijo é mínima (o risco é menor de 0,1%) e existe apenas se tiver com um ferimento grande na boca Thinkstock Mais

Equipamentos de salão de beleza não esterilizados passam HIV. VERDADE: objetos perfuro-cortantes com presença de sangue podem transmitir o vírus se não forem devidamente esterilizados. Para tanto, devem ser limpos, desinfetados e esterilizados, preferencialmente com o uso de autoclaves, de acordo com recomendação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). "Se a pessoa facilita o contato com objetos que contenham traços sanguíneos, como seringas e agulhas utilizadas para outra pessoa, pode se infectar", alerta Regina Figueiredo, coordenadora de Projetos em Saúde Sexual e Reprodutivos do Núcleo de Estudos para a Prevenção Aids da USP Thinkstock Mais

Ninguém morre de Aids. VERDADE: o que mata na verdade são as infecções oportunistas, que se tornam frequentes, agressivas e difíceis de tratar devido a deterioração do sistema imunológico da pessoa. Portanto, a pessoa não morre de Aids, mas em decorrência dela Thinkstock Mais

Não é preciso se preocupar com a Aids porque já existe tratamento. MITO: Aids é uma doença séria, e não dá pra descuidar. Apesar dela ter tratamento, não tem cura e ainda faz muitas vítimas no mundo todo. Além disso, os medicamentos devem ser tomados por toda a vida e podem causar efeitos colaterais, como diarreia e vômito. "Tem pessoas que com o tratamento conseguem diminuir o vírus no corpo a ponto dele não ser mais detectável. Estas dificilmente transmitem o vírus. Mas isso não significa que podem se descuidar", afirma o médico infectologista e imunologista Esper Kallas Thinkstock Mais

Portadores de HIV não precisam fazer sexo seguro entre si. MITO: Este é um dos maiores mitos sobre a Aids. O sexo sempre deve ser seguro, para se evitar Aids, outras doenças sexualmente transmissíveis e até uma gravidez indesejada. Além disso, pessoas soropositivas que fazem sexo sem proteção podem entrar em contato com outro subtipo de HIV ou mesmo aumentar sua carga viral Thinkstock Mais

Quem é HIV positivo não pode mais trabalhar ou realizar atividades sociais. MITO: pessoas que tenham o vírus HIV podem continuar a viver normalmente, trabalhando estudando, realizando atividades lúdicas e se relacionando afetivamente. E também têm o direito a isso. "Muitas pessoas infectadas que têm o tratamento adequado conseguem ter uma vida muito próxima do normal, e com qualidade, por muitos anos", afirma o médico infectologista e imunologista Esper Kallas, professor da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) e coordenador do comitê de retroviroses da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) Thinkstock Mais

Conheça alguns mitos e verdades sobre Aids

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