Prefeitura de SP vai pagar salário de 160 profissionais do Mais Médicos

Fabiana Cambricoli

Em São Paulo

Na tentativa de diminuir o déficit de médicos na rede municipal, a Prefeitura de São Paulo vai pagar o salário de novos profissionais brasileiros do Mais Médicos para que mais 160 participantes do projeto possam trabalhar na capital. Hoje são 244 integrantes do programa na cidade.

Pela regra do programa federal, no entanto, é o Ministério da Saúde quem banca a remuneração dos profissionais, no valor de R$ 10 mil, ficando com os municípios os gastos apenas com os auxílios de moradia e alimentação.

Um convênio inédito feito entre a capital e o ministério vai possibilitar que o município receba mais médicos, contanto que assuma o pagamento do salário. "Com esse convênio estamos conseguindo mais profissionais que provavelmente não conseguiríamos se fosse considerado apenas o critério de distribuição dos profissionais pelo país", disse o secretário municipal da Saúde, Alexandre Padilha, referindo-se à regra do programa que prevê o envio de mais médicos para áreas do País mais pobres ou distantes das capitais.

A adesão ao programa federal em 2013 é uma das razões apontadas pela Prefeitura para a redução da taxa de mortalidade infantil na cidade. Em evento realizado nesta segunda-feira, 9, a administração municipal informou que o índice caiu 15% em oito anos, passando de 12,57 em 2007 para 10,72 no ano passado. A taxa representa o número de crianças que morreram antes de um ano de idade para cada mil nascidos vivos.

De acordo com a Prefeitura, o êxito se deve ao aumento de médicos disponíveis na rede básica de saúde. Desde 2013, 244 profissionais do Mais Médicos passaram a atuar nas unidades municipais. Também foi ampliado de 5.081 para 5.674 o número de doutores contratados por Organizações Sociais de Saúde (OSSs), entidades contratadas pela Prefeitura para administrar unidades de saúde. Foram admitidos ainda 482 novos médicos por meio de concurso público.

Aumento da fila para exames

A fila para a realização de exames na rede municipal de saúde cresceu 56% no último ano. Atualmente, 347 mil pessoas aguardam chamado da gestão Fernando Haddad (PT) para se submeter a um exame simples, como uma endoscopia, ou mais complexo, como uma tomografia computadorizada. No início do ano passado, esse número era de 223 mil pacientes. O tempo de espera pode passar de cinco meses.

Informações obtidas pela reportagem por meio da Lei de Acesso mostram ainda que tem demorado mais para um paciente conseguir agendar uma cirurgia na capital, mesmo com a saída de 5,3 mil pessoas da fila entre fevereiro de 2015 e fevereiro de 2016. A espera aumentou 25 dias no período - de 289 dias para 314 -, apesar da inauguração, desde 2013, de 17 unidades da Rede Hora Certa, dedicadas à realização de exames e cirurgias.

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