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Mesmo diante suspeita de ebola, ministro descarta fechamento de fronteiras

Do UOL, em São Paulo

10/10/2014 19h17

Apesar de ter reconhecido a gravidade do ebola, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, descartou, no início da noite desta sexta-feira (10), o fechamento das fronteiras do Brasil em uma tentativa de inibir a entrada do vírus no país. O tema ganhou ainda mais repercussão com o primeiro caso suspeito no Brasil e na América Latina desde que o surto da doença se espalhou pela África.

Souleymane Bah, 47, nascido em Guiné, um dos países mais afetados pela epidemia da doença, chegou ao Brasil no dia 19 de setembro. Ao procurar a UPA de Cascavel, no Paraná, o paciente informou ter tido febre alta entre quarta-feira (8) e quinta-feira (9). Ele, que foi levado para o Rio de Janeiro em um avião da FAB (Força Aérea Brasileira), está sendo mantido em isolamento total para observação no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, ligado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O fluxo de estrangeiros que vêm dos países afetados pelo ebola, segundo o ministro, é de "fato muito pequeno". E para justificar o "baixo risco" de uma possível epidemia no Brasil, Chioro citou a inexistência de voos direitos desses países para o Brasil. "Como foi o caso de Bah, que para chegar ao país, teve que fazer uma escala em Marrocos", completou.

O ministro, no entanto, disse não ser possível desconsiderar a gravidade da epidemia na África e a "necessidade de estarmos preparados". A preparação, como ele apontou, está relacionada à orientação nos aeroportos.

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