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Médico com ebola andou 3 vezes de metrô, foi a boliche e parque de NY

Do UOL, em São Paulo

24/10/2014 13h27

Autoridades de Nova York estão a procura de pessoas que tiveram contato com o médico Craig Spencer, 33, hospitalizado em Nova York com o ebola nesta quinta-feira (23). Para isso, estão mapeando todos os locais por onde o médico passou desde que chegou aos EUA na sexta-feira passada, depois de passar uma temporada trabalhando na Guiné-- um dos países mais atingidos pela epidemia de ebola.

Spencer está internado no hospital Bellevue de Manhattan, na cidade mais povoada dos Estados Unidos. Seu apartamento no Harlem está lacrado.

Um teste definitivo realizado pelo CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) confirmou que o médico está infectado pelo vírus. O primeiro exame que deu positivo para o ebola foi feito no hospital em que ele está internado.

O médico estava trabalhando com a organização Médicos Sem Fronteiras na Guiné, em casos de emergência. Nos EUA, ele trabalha no NewYork-Presbyterian Medical Center, ligado à Universidade de Columbia.

Em nota, o centro médico afirmou que Spencer  não visitou nenhum paciente ou o hospital desde que retornou da África, e o chamou de "dedicado a questões humanitárias" e que "foi a uma área de crise para ajudar uma população desesperadamente carente". 

Segundo as autoridades, Desde que chegou à Nova York, ele visitou um parque, fez uma refeição em um restaurante, visitou um boliche no Brooklyn, andou de metrô pelo menos três vezes e fez uma corrida de quase cinco quilômetros.

Autoridades contataram um motorista de táxi que transportou Spencer na quarta-feira (22), mas não consideram que ele esteja sob risco.

A noiva de Spencer e mais dois amigos do casal estão em quarentena.

Governo pede para evitar pânico

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, confirmou o diagnóstico de Spencer na noite desta quinta-feira (23) em entrevista à imprensa.

"Os exames realizados hoje [quinta-feira] confirmaram que um paciente aqui na cidade de Nova York teve um resultado positivo para ebola", disse De Blasio.

O governo da cidade pediu a população que não entre em pânico e disse que está investigando junto com o CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças) o paradeiro de pessoas que tiveram contato com o médico.

"Queremos deixar claro, desde o início, que não há razão para que os nova-iorquinos fiquem alarmados", destacou De Blasio, insistindo que a cidade de 8,4 milhões de habitantes está preparada para enfrentar o problema.

"O ebola é muito difícil de se contrair. Se transmite apenas pelo contato com o sangue e outros fluidos corporais" da pessoa infectada, recordou o prefeito.

Médico media febre todos os dias

A Médico Sem Fronteiras (MSF) relatou que Spencer, que trabalhou para a organização "em um dos países da África afetados pelo ebola, informou à organização que apresentava febre, cumprindo com as estritas determinações observadas pelo pessoal que retorna de uma missão".

O médico media sua temperatura duas vezes por dia.

Imediatamente após o comunicado de Spencer, a MSF informou a situação aos serviços de saúde de Nova York, com base nos protocolos adotados.

(Com agências e jornais internacionais)

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