Em duas semanas, Brasil e Estados Unidos devem começar estudos sobre o zika

Do UOL, em São Paulo

Em duas semanas Brasil e Estados Unidos devem iniciar estudos conjuntos para entender a relação entre o zika vírus e microcefalia identificada em recém-nascidos no Brasil e na Polinésia Francesa. Isoladamente, o Brasil já possui pesquisas em andamento sobre a questão, mas desde a semana passada os dois governos conversam sobre o desenvolvimento de vacinas e produtos terapêuticos contra o zika vírus. Essa é uma das ações apresentadas pela diretora-geral da OMS (Organização Mundial de Saúde, Margaret Chan, ao declarar o surto de zika uma emergência de saúde pública internacional, nesta segunda-feira (1º).

A organização espera facilitar a mobilização de dinheiro, recursos e conhecimento científico para combater a doença. Chan afirmou ainda que é necessária uma coordenação internacional para aumentar a vigilância, detecção de infecções e más-formações congênitas. O comitê vai criar um novo fundo de contingência para financiar o combate contra o vírus.

O diretor executivo para doenças transmissíveis da OMS, David Heymann, afirmou que não é possível saber quanto tempo levará para que se encontre uma ligação entre o zika vírus e os casos de microcefalia. "Sozinho, o zika vírus não é uma emergência de saúde pública internacional. Como o conhecemos, ele não causa condições clinicamente sérias. Apenas existe essa emergência pela possível relação entre ele e os casos de má-formação neurológica", diz.

A diretora-geral da OMS salientou que apesar de os especialistas concordarem que existe uma forte suspeita de que a infecção por zika durante a gestação cause a microcefalia, isso ainda "não foi cientificamente comprovado".

O comitê acredita que a associação entre zika vírus e microcefalia é um "evento extraordinário", e, segundo Chan, "são motivos de preocupação a falta de vacinas, de testes rápidos e confiáveis e a ausência de imunidade na população dos novos países afetados." Ela exortou a comunidade internacional a intensificar o controle do mosquito e a desenvolver testes diagnósticos e vacinas para combater a doença.

A diretora-geral da OMS afirmou ainda que não há justificativas para restringir viagens e comércio entre os países para evitar a proliferação do vírus. Mas, ela afirma que as grávidas "podem considerar" protelar a viagem em áreas afetadas pelo zika vírus. Se precisarem viajar, elas devem tomar medidas protetivas pessoais, como uso de camisas de manga comprida, calças, uso de repelente. "Até o momento, as medidas de proteção mais importantes são aquelas que evitam a picada do mosquito, especialmente em grávidas", diz.

O diretor executivo interino para Surtos e Emergências em Saúde, Bruce Aylward, afirmou que grávidas com zika vírus precisam ter acesso a aconselhamento por parte dos governos. "Todas as mulheres em idade fértil devem ter acesso a toda informação necessária sobre os riscos do zika", diz.

O que é a microcefalia?

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