Vacina contra zika deve ter testes em humanos em um ano, diz Saúde

Do UOL, em São Paulo

  • Carlos Jasso/ Reuters

Em parceria com os Estados Unidos, o governo brasileiro quer ter uma vacina contra o vírus da zika pronta para testes em humanos em aproximadamente um ano. Para isso, o Ministério da Saúde vai destinar US$ 1,9 milhão nos próximos cinco anos na parceria entre o Instituto Evandro Chagas e a Universidade do Texas. 

A iniciativa faz parte de diversas parcerias estabelecidas entre o Ministério da Saúde e autoridades de saúde dos EUA anunciadas nesta quinta-feira (11) em Brasília. O prazo não significa que a vacina estará disponível na rede de saúde em um ano. Além de testes, será preciso o aval da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para a vacina chegar à população.

Segundo Pedro Vasconcelos, diretor do Instituto Evandro Chagas, a agilidade se dará porque serão realizados testes simultâneos tanto no Brasil quanto nos EUA. "Na fase dos testes pré-clínicos serão feitos testes simultâneos em camundongos no Texas e em macacos em Ananindeua, no Pará. Em procedimento padrão, se faz primeiro (testes) em camundongos e depois em macacos. Mas, estamos diante de uma situação de emergência. Desse modo, a vacina estará pronta para avaliação em humanos em 12 meses", diz.

EUA e Brasil juntos contra a zika

Técnicos do CDC (Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos) irão à Paraíba para investigar outras possíveis relações, além do vírus da zika, com casos com suspeita de microcefalia. Essa é a segunda etapa da parceria do CDC com o governo brasileiro.

Desde o início do ano, profissionais do órgão de saúde norte-americano estão em campo, junto com técnicos do Ministério da Saúde, para investigar a associação entre a zika e suspeitas de microcefalia e síndrome de Guillain-Barré.

A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, chegará ao Brasil entre os dias 23 e 24 de fevereiro para acompanhar as ações e pesquisas relacionadas ao problema e participar de uma reunião com o CDC, NIH (Instituto Nacional de Saúde, sigla em inglês), Fiocruz, IEC (Instituto Evandro Chagas) e o Instituto Butantan.

Estudo confirma associação entre zika e microcefalia

Um estudo publicado no periódico científico "The New England Journal of Medicine" confirmou a associação entre o vírus da zika e os casos de microcefalia. A pesquisa relata o caso de uma jovem da Eslovênia, que foi infectada por zika em Natal (RN), no primeiro trimestre da gestação e conta com imagens do feto, análises patológicas do cérebro danificado pelo vírus e o sequenciamento completo do vírus da zika encontrado nas estruturas cerebrais do bebê.

O estudo está sendo considerado o mais completo já feita sobre o mecanismo do vírus no corpo da mãe infectada e do bebê. Enquanto alguns cientistas falam que essa era a prova que faltava, outra parte da comunidade científica ainda afirma que serão necessários mais estudos para estabelecer de fato essa relação.

(Com informações da agência Reuters)

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