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Maior cidade do interior do RJ vive surto de chikungunya, com 1.966 casos

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Imagem: Reprodução

Luan Santos

Colaboração para o UOL, no Rio de Janeiro

29/06/2018 10h09

Campos dos Goytacazes, maior município do interior do Rio de Janeiro, vive um surto epidêmico de chikungunya. Na cidade, 1.966 pessoas foram infectadas, segundo a secretaria municipal informou nesta sexta (29).

Neste ano, o Estado do Rio de Janeiro já teve mais que o dobro do número de casos da doença registrados em 2017. Até o dia 25, 8.963 pessoas tinham sido diagnosticadas com a febre chikungunya, enquanto no mesmo período do ano anterior foram registrados 4.305 casos. 

A doença é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, assim como a dengue e o zika. A chikungunya é caracterizada por fortes dores nas articulações, que podem durar meses. 

A professora de matemática, Ângela Rodrigues, 35 anos, descobriu em abril que havia contraído a enfermidade. “Em mais ou menos dois dias já comecei a sentir uma fraqueza no corpo, dor nas articulações e uma febre alta. Depois manchas vermelhas começaram a aparecer pelo meu corpo e minhas pernas ficaram inchadas”, contou a professora ao UOL.

O quadro de Ângela ainda piorou duas semanas depois. “Meu sistema imunológico foi afetado e contrai erisipela. Foi uma fase muito difícil, precisei me ausentar do trabalho, das atividades de casa”, disse. Por conta disso, ela precisou ser internada por 15 dias. “Hoje, quase 60 dias após, ainda sinto dores nas articulações”, frisou.

Mosquito aedes - Foto: Pixabay - Foto: Pixabay
Imagem: Foto: Pixabay

Prevenção contra o mosquito

Na cidade de 490 mil pessoas, cerca de 250 atendimentos são realizados, por dia, no Centro de Referência de Doenças Imunoinfecciosas.

“Há um aumento progressivo do número de casos não só em Campos, mas em todo o Estado do Rio de Janeiro. Por isso, as ações de prevenção no município serão intensificadas. Estamos em alerta, e precisamos contar com a participação de toda a população no combate aos focos do mosquito”, disse a diretora da Vigilância em Saúde, Andréya Moreira.

O Diretor do Centro de Controle e Zoonoses, Marcelo Sales, aponta que é de extrema importância que a população receba os agentes em suas casas e reserve 10 minutos por semana para verificar suas residências. “Os focos têm sido encontrados em pratos de plantas e recipientes de água de animais. Contamos com o apoio de todos no combate ao Aedes aegypti” explicou.

Os sintomas da chikungunya são semelhantes aos da dengue: febre, mal-estar, dores pelo corpo, dor de cabeça, apatia e cansaço. Porém, a diferença da febre chikungunya está no seu acometimento das articulações: o vírus avança nas juntas dos pacientes e causa inflamações com fortes dores acompanhadas de inchaço, vermelhidão e calor local.

Em alguns casos, a dor nas articulações é tão forte que chega a impedir os movimentos e pode perdurar por meses depois que a febre vai embora.

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