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PM fiscalizará eventos e poderá prender se houver aglomeração, diz Crivella

16 nov. 2020 - Marcelo Crivella (Republicanos) concede entrevista coletiva na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio - REGINALDO PIMENTA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO
16 nov. 2020 - Marcelo Crivella (Republicanos) concede entrevista coletiva na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio Imagem: REGINALDO PIMENTA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO

Do UOL, em São Paulo

25/11/2020 15h58

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos) anunciou hoje que vai intensificar a fiscalização de eventos que não cumpram as regras sanitárias para evitar aglomerações e o contágio do coronavírus.

Para isso, a Polícia Militar irá apoiar os fiscais da Vigilância Sanitária e agentes da Guarda Municipal e as pessoas poderão receber voz de prisão, além de terem de pagar multa elevada, caso sejam constadas irregularidades.
"Eventos na cidade não estão proibidos, mas se preparem, porque serão fiscalizados. Pode ter ordem de prisão, além de multa muito forte", disse o prefeito.

A decisão acontece depois de imagens compartilhadas nas redes sociais mostrarem uma série de eventos na cidade que promoveram aglomerações e não cumpriram as medidas de segurança, como distanciamento social, uso de máscaras, instalações higienizadas, entre outros.

Sobre o aumento de casos do novo coronavírus na cidade, Crivella atribuiu o crescimento ao fechamento dos leitos na rede privada e ao movimento de pessoas provocado pelas eleições.

"Hoje, o nosso grande problema é na rede privada. Os hospitais públicos têm leitos, mas na rede privada muitos foram fechados. E também foram fechados dois hospitais de campanha da rede privada. Pedimos à rede privada para que reabra seus leitos, destinados a quem usa plano de saúde e não o SUS. Vamos abrir no município, em parceria da Prefeitura com o governo do Estado, mais 200 leitos na rede pública", afirmou.

Ocupação em UTI tem alta

O Rio voltou a ter um patamar preocupante de ocupação de leitos de UTI para o combate à covid-19. Nesta quarta-feira, 25, a taxa de ocupação para tratamento intensivo da doença chegou a 93% na rede SUS. Os números englobam os leitos de unidades municipais, estaduais e federais

Se forem considerados também os municípios da Baixada Fluminense, ao todo 146 pacientes aguardavam transferência para leitos especializados. Deste total, 73 eram para UTIs.

Além dos níveis alarmantes nas UTIs, a taxa de ocupação de leitos de enfermaria para tratamento do novo coronavírus na capital estão em 70%. Os dados são da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Ao todo, a rede SUS da capital tinha na manhã dessa quarta 1.087 pessoas internadas em leitos voltados ao combate à covid-19, sendo 513 em UTI. Desse total, 541 pacientes estão em unidades de saúde do município, sendo 264 em UTIs.

*Com informações da Agência Brasil

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