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Campinas (SP) anuncia fase com maior restrição e suspende aulas presenciais

Dário Saadi, prefeito de Campinas (SP), anuncia medidas de restrição para conter transmissão do novo coronavírus - Reprodução/Facebook/Dário Saadi
Dário Saadi, prefeito de Campinas (SP), anuncia medidas de restrição para conter transmissão do novo coronavírus Imagem: Reprodução/Facebook/Dário Saadi

Felipe de Souza

Colaboração para o UOL, em Campinas (SP)

02/03/2021 16h07Atualizada em 02/03/2021 16h45

A cidade de Campinas (SP) decidiu endurecer as regras de isolamento social em virtude da ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) superar 90% e adotará as medidas da fase vermelha do Plano São Paulo, a mais restritiva de todas, para conter a transmissão do novo coronavírus. O prefeito Dário Saadi (Republicanos) afirmou hoje que a situação dos hospitais públicos e particulares é considerada de "pré-colapso".

A cidade está na fase laranja do Plano São Paulo, criado pelo governo estadual para determinar quais estabelecimentos podem ser abertos, mas decidiu a partir de amanhã voltar à fase vermelha, onde é permitido atendimento apenas em estabelecimentos considerados essenciais.

A medida deve ser publicada ainda hoje no Diário Oficial do município e será válida por 15 dias. As aulas presenciais estarão suspensas a partir de amanhã, com exceção aos cursos superiores da área da saúde.

A tentativa é tentar evitar a aglomeração de pessoas em lojas e região central. Com o anúncio, shoppings, comércio, galerias, salões de beleza, barbearias e academias devem fechar as portas. Não serão permitidos também o consumo local em bares e restaurantes, e realização de atividades e eventos culturais.

Estamos cansados da pandemia, nós sabemos disso. Mas, precisamos tomar algumas atitudes. Sabemos que alguns setores vão ser prejudicados, mas temos que pensar no coletivo
Dário Saadi, prefeito de Campinas (SP)

Segundo o decreto, igrejas devem fechar às 20h e limitar a capacidade a apenas 30%. Fica permitido o funcionamento de serviços essenciais como hospitais, supermercados, padarias, açougues, agências bancárias e transportes públicas, mas seguindo protocolos.

Mais de 90% dos leitos de UTIs ocupados

Dados divulgados hoje pela Secretaria de Saúde de Campinas apontam que a cidade tem 90,69% dos leitos de UTIs ocupados. Na rede municipal, há apenas três vagas disponíveis. No começo da semana passada, a taxa estava em torno de 83%.

Segundo a pasta, 616 pessoas estão internadas na cidade com covid-19, entre aquelas que precisam de UTI e as que estão em enfermarias.

O secretário da Saúde, Lair Zambom, disse que, se a fase vermelha não fosse implementada já, a cidade viveria um colapso no atendimento de saúde até o fim da semana.

"O problema não é só o atendimento para casos de coronavírus. Nós temos muitos pacientes que não estão com covid-19 e demandam uma Unidade de Terapia Intensiva, e é isso que nos levou a tomar essa decisão", explicou.

A Rede Mário Gatti, que administra os leitos municipais em Campinas, pretende expandir, em até 15 dias, o número de UTIs para uma quantidade maior que a do ano passado — aproximadamente 40 leitos em cinco unidades de saúde.

Por enquanto a administração não discute transferir pacientes para São Paulo, mas conversa com o governo de São Paulo para ampliar os leitos estaduais. Hoje, são 30 disponíveis na Unicamp.

"No ano passado, tínhamos o Ambulatório Médico de Especialidades (AME) apenas para atender casos de covid-19. Estou em contato com todas as autoridades para ver o que pode ser feito para que os leitos sejam ampliados", completou o prefeito.

Nas últimas 24 horas, Campinas teve 12 mortes e 380 casos de coronavírus. Desde o começo da pandemia, são 70.826 casos, com 1.884 mortes.

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