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4 meses

Covid-19: Brasil ultrapassa 650 mil mortos; média móvel cai para 509 óbitos

Brasil atingiu a marca de 650 mil mortes causadas pela covid-19 - Buda Mendes/Getty Images
Brasil atingiu a marca de 650 mil mortes causadas pela covid-19 Imagem: Buda Mendes/Getty Images

Mariana Durães, Hygino Vasconcellos e Ricardo Espina

Do UOL e Colaboração para o UOL, em Balneário Camboriú (SC) e em São Paulo

02/03/2022 18h19Atualizada em 02/03/2022 21h31

O Brasil superou a marca de 650 mil mortes pela covid-19 desde o início da pandemia. Nas últimas 24 horas foram 335 vidas perdidas, e a média móvel ficou em 509. Os dados são do consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte.

Em dois anos, 650.052 pessoas morreram em razão da doença causada pelo coronavírus no país — número superior à população de oito capitais brasileiras.

A média móvel é considerada por especialistas como a maneira mais confiável para acompanhar o avanço ou retrocesso da pandemia. Esse índice é calculado a partir da média de mortes dos últimos sete dias.

No país, a tendência é de queda (-39%) nas mortes pela covid-19 nos últimos seis dias. Esse cenário é constatado em 19 estados e no Distrito Federal. Já seis estados apresentam estabilidade. E nenhum registra tendência de aceleração. O Rio de Janeiro não informou os dados.

Para calcular a variação se compara a média atual com o mesmo índice de 14 dias atrás. Um valor acima de 15% indica tendência de alta; abaixo de -15%, queda; entre 15% e -15%, significa estabilidade.

Nas últimas 24 horas, o país teve, também, 29.841 novos casos conhecidos de covid-19. Com isso, o país atingiu a marca de 28.839.306 casos desde o início da pandemia.

A média móvel de casos conhecidos ficou na casa dos 50 mil, o que não era visto desde 12 de janeiro deste ano. Hoje o indicador ficou em 50.543 registros. No país, a tendência é de queda nos casos -57%) há duas semanas.

Apenas Pernambuco está em estabilidade nos casos (-15%), enquanto 24 estados e o Distrito Federal estão em queda. Nenhum estado apresenta tendência de alta de casos. O Rio de Janeiro não informou os dados.

Veja a situação da média móvel de mortes por estado e no DF:

Região Sudeste

  • Espírito Santo: queda (-58%)
  • Minas Gerais: queda (-28%)
  • Rio de Janeiro: não apresentou dados
  • São Paulo: queda (-49%)

Região Norte

  • Acre: queda (-62%)
  • Amazonas: queda (-32%)
  • Amapá: queda (-91%)
  • Pará: estabilidade (-6%)
  • Rondônia: queda (-65%)
  • Roraima: queda (-78%)
  • Tocantins: estabilidade (0%)

Região Nordeste

  • Alagoas: estabilidade (6%)
  • Bahia: queda (-32%)
  • Ceará: queda (-42%)
  • Maranhão: queda (-23%)
  • Paraíba: queda (-65%)
  • Pernambuco: estabilidade (-9%)
  • Piauí: queda (-42%)
  • Rio Grande do Norte: queda (-75%)
  • Sergipe: queda (-44%)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: queda (-44%)
  • Goiás: estabilidade (-6%)
  • Mato Grosso: queda (-55%)
  • Mato Grosso do Sul: estabilidade (-14%)

Região Sul

  • Paraná: queda (-40%)
  • Rio Grande do Sul: queda (-29%)
  • Santa Catarina: queda (-43%)

Dados do governo

O Ministério da Saúde divulgou hoje (2) que o Brasil registrou 370 novas mortes provocadas pela covid-19 nas últimas 24 horas. Desde o início da pandemia, a doença causou 650.000 óbitos em todo o país.

Pelos dados do ministério, houve 30.995 casos confirmados da doença entre ontem e hoje, elevando o número de infectados para 28.842.160 desde março de 2020.

De acordo com o governo federal, houve 26.668.010 casos recuperados de covid-19 até o momento, com outros 1.524.150 em acompanhamento.

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, g1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

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