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Covid: Após 12 dias em alta, média móvel de mortes volta a ficar estável

Brasil se aproxima da marca de 670 mil mortes causadas pela covid-19 - Fernando Bizerra/EFE
Brasil se aproxima da marca de 670 mil mortes causadas pela covid-19 Imagem: Fernando Bizerra/EFE

Mariana Durães, Hygino Vasconcellos e Ricardo Espina

Do UOL e Colaboração para o UOL, em Balneário Camboriú (SC) e em São Paulo

22/06/2022 18h33Atualizada em 22/06/2022 21h50

A média móvel de mortes pela covid-19 voltou a ficar estável no país após 12 dias em tendência de alta — o índice hoje chegou a 124. Nas últimas 24 horas, foram registradas 176 mortes pela doença no Brasil. Os dados são do consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte.

Não houve variação na média móvel de hoje na comparação com a de 14 dias atrás. O indicador é considerado por especialistas como a maneira mais confiável para acompanhar o avanço ou o retrocesso da pandemia. A média móvel é calculada a partir da média de mortes — ou de casos —, dos últimos sete dias.

Duas regiões do país acompanham o cenário de estabilidade na média móvel de mortes: Norte (-9%) e Sudeste (-9%). Já o Sul registra queda, de -25%. Enquanto outras duas regiões têm alta: Centro-Oeste (56%) e Nordeste (78%).

Na análise por unidade da federação, 10 registram tendência de estabilidade na média móvel; 10 de alta e 5 de queda.

Acre, Amapá, Amazonas, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Roraima, Rio Grande do Sul, Sergipe, São Paulo não registraram mortes causadas pela doença nesta quarta-feira (22). Já a Paraíba não divulgou os dados hoje, alegando instabilidade no sistema do ministério da Saúde. O Tocantins também não atualizou as informações. Desde o início da pandemia o país já teve 669.612 vidas perdidas.

Além disso, o Brasil teve 70.285 novos casos conhecidos da doença nas últimas 24 horas. Com isso, chegou ao acumulado de 31.894.505 testes positivos.

A média móvel de casos tem 40.677 registros e, pelo quarto dia consecutivo, registra tendência de estabilidade com variação de 9%.

Apenas o Sudeste tem estabilidade na média móvel de casos, com 7%. Já o Sul tem queda, de -25%. Enquanto outras três regiões têm alta: Centro-Oeste (22%), Nordeste (96%) e Norte (121%).

O Distrito Federal e 15 estados estão com a média móvel de casos em alta, 5 em estabilidade, 4 em queda.

Veja a situação da média móvel de mortes por estado e no DF:

Região Sudeste

  • Espírito Santo: alta (83%)
  • Minas Gerais: queda (-39%)
  • Rio de Janeiro: alta (152%)
  • São Paulo: queda (-17%)

Região Norte

  • Acre: estabilidade (0%)
  • Amazonas: estabilidade (0%)
  • Amapá: estabilidade (0%)
  • Pará: queda (-34%)
  • Rondônia: alta (250%)
  • Roraima: estabilidade (0%)
  • Tocantins: não atualizou os dados hoje

Região Nordeste

  • Alagoas: estabilidade (0%)
  • Bahia: alta (422%)
  • Ceará: queda (-53%)
  • Maranhão: estabilidade (0%)
  • Paraíba: não atualizou os dados hoje
  • Pernambuco: alta (18%)
  • Piauí: alta (350%)
  • Rio Grande do Norte: alta (467%)
  • Sergipe: estabilidade (0%)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: alta (480%)
  • Goiás: estabilidade (-4%)
  • Mato Grosso: alta (140%)
  • Mato Grosso do Sul: alta (17%)

Região Sul

  • Paraná: estabilidade (-1%)
  • Rio Grande do Sul: queda (-44%)
  • Santa Catarina: estabilidade (0%)

Dados do governo

O Ministério da Saúde informou hoje (22) que o Brasil computou 140 novas mortes causadas pela covid-19 nas últimas 24 horas. Desde o começo da pandemia, a doença provocou 669.530 óbitos em todo o país.

Pelos números da pasta, houve 71.906 testes positivos para o novo coronavírus no Brasil entre ontem e hoje, elevando o total de infectados para 31.890.733 desde março de 2020.

Segundo o governo federal, houve 30.532.868 casos recuperados da doença até o momento, com outros 688.335 em acompanhamento.

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, g1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

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