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Curado do ebola, médico de Nova York recebe alta de hospital

O médico Craig Spencer, 33, cumprimenta pessoas após ser liberado de hospital, em NY - Spencer Platt/Getty Images/AFP
O médico Craig Spencer, 33, cumprimenta pessoas após ser liberado de hospital, em NY Imagem: Spencer Platt/Getty Images/AFP

Sebastien Malo

11/11/2014 15h03

Um médico que contraiu ebola foi liberado de um hospital de Nova York nesta terça-feira (11) após semanas de tratamento em isolamento e recebeu saudações dos nova-iorquinos no trajeto da prefeitura até o prédio no Harlem onde mora.

A alta do médico Craig Spencer, de 33 anos, que cuidou de pacientes com Ebola em Guiné e estava internado no hospital Bellevue desde que foi diagnosticado com o vírus em 23 de outubro, significa que os Estados Unidos não têm mais nenhum paciente em tratamento para Ebola, de acordo com a mídia.

Spencer compareceu a uma entrevista coletiva nesta terça de manhã ao lado do prefeito de Nova York, Bill de Blasio.

"Esse é um dia realmente muito bom", disse De Blasio. "O primeiro e único caso de ebola na cidade de Nova York foi tratado com sucesso. O doutor Spencer está livre do Ebola e Nova York está livre do ebola."

Spencer, que viajou para a África Ocidental com os Médicos Sem Fronteiras, recebeu a visita de outras autoridades da cidade e de funcionários do hospital.

O diagnóstico de ebola do médico foi confirmado após ele ter viajado de metrô pela cidade para jantar fora e jogar boliche com amigos, o que provocou uma grande preocupação sobre a possível disseminação do vírus pela cidade.

O ebola matou mais de 4.950 pessoas desde o início do atual surto na África Ocidental este ano, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). A maioria dos casos e das mortes está concentrada em Serra Leoa, Libéria e Guiné.

Na segunda-feira, autoridades de saúde da Carolina do Norte disseram que o missionário John Fankhauser, de 52 anos, de Ventura, na Califórnia, estava sob "certo risco" de desenvolver a doença após voltar da Libéria, e foi posto em quarentena por 21 dias.

Os Estados Unidos tiveram apenas uma morte devido ao Ebola, o liberiano Thomas Eric Duncan, que contraiu a doença na Libéria e morreu em Dallas, onde estava fazendo uma visita.

Especialistas afirmam que o Ebola só é transmitido por meio do contato com os fluídos corporais de uma pessoa sintomática.

Saiba mais sobre ebola

  • O que é o ebola?

    A doença é causada pelo vírus ebola e, no surto atual, já matou quase a metade dos pacientes diagnosticados com a doença. Tem sintomas como febre, vômito, diarreia e hemorragia.

  • Como se contrai o vírus?

    O ebola é transmitido pelo contato direto com sangue e fluídos corporais (suor, urina, fezes e sêmen) de pessoas contaminadas e de tecidos de animais infectados.

  • Quais países têm mais casos de ebola?

    Guiné, Libéria e Serra Leoa vivem surtos de ebola. Na Nigéria houve casos da doença, mas o vírus deixou de ser ameaça no país. EUA e alguns países europeus resgataram compatriotas infectados para tratamento.

  • Quem tem mais risco de contrair a doença?

    Parentes dos pacientes e os profissionais de saúde que tratam os pacientes com ebola são os indivíduos em maior situação de risco. Mas, qualquer pessoa que se aproxime de infectados ou de seus corpos sem vida se coloca em risco.

  • O ebola tem cura?

    Não há remédio que cure o ebola propriamente. Existem apenas medicamentos e vacinas experimentais sendo testadas no Canadá, nos Estados Unidos e na África, que surtiram o efeito desejado, isto é, zeraram a carga viral dos infectados. Quem sobreviveu ao tratamento continuará sendo monitorado por um tempo.