Lituânia concede asilo a afegão que tinha enviado pedido pelo YouTube

Em Vilna (Lituânia)

  • Petras Malukas/AFP

    Abdul Basir Yususi, afegão de 22 anos que trabalhou como tradutor para tropas da Lituânia no Afeganistão (foto divulgada em 6 de abril de 2016)

    Abdul Basir Yususi, afegão de 22 anos que trabalhou como tradutor para tropas da Lituânia no Afeganistão (foto divulgada em 6 de abril de 2016)

A Lituânia aceitou o pedido de asilo de um afegão de 22 anos que havia enviado a solicitação ou pelo YouTube, após ser ameaçado de morte pelos talebans por ter trabalhado como tradutor do Exército lituano, anunciaram nesta quarta-feira (18) as autoridades do país.

Depois da saída das forças lituanas da província afegã de Ghor em 2013, Abdul Basir Yususi, de confissão católica, deixou o seu país, no início de 2016.

"Tudo mudou quando o Taleban me enviou uma carta com ameaças. Eles diziam que eu era um católico e não muçulmano, que cortariam a minha cabeça, que eu seria enforcado", disse ele ao chegar à Lituânia no início de abril.

"Procurei a polícia, mas eles disseram que não poderiam fazer nada, nem eles nem o exército. Sugeriram que eu comprasse uma arma", acrescentou.

Após dois meses de uma viagem perigosa que custou "entre 6.000 e 7.000 euros", o jovem afegão chegou à Grécia. De lá, pediu ajuda, em lituano, à presidente Dalia Grybauskaite por meio de um vídeo postado no YouTube.

Depois de ser compartilhado nas redes sociais, Yususi obteve um visto de cinco dias para viajar para a Lituânia e fazer um pedido de asilo, obtido nesta quarta-feira.

"Efetivamente ele está em perigo, e por isso concedemos a proteção internacional e o status de refugiado", disse à AFP Elvinas Jankevicius, ministro do Interior.

Yususi, que aprendeu a língua após ter trabalhado para as tropas lituanas, agora pretende tirar sua família do Afeganistão.

No âmbito do programa de realocação de refugiados da União Europeia, a Lituânia se comprometeu a hospedar 1.105 pessoas em dois anos.

Até agora, 11 refugiados do Iraque e da Síria chegaram ao país báltico, de acordo com o ministro do Interior.

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