Palácio nega planos de abdicação do imperador do Japão

Em Tóquio

  • Shizuo Kambayashi/ AP

    O papel de Akihito, puramente simbólico, está definido na Constituição imposta pelos EUA após a Segunda Guerra Mundial

    O papel de Akihito, puramente simbólico, está definido na Constituição imposta pelos EUA após a Segunda Guerra Mundial

O Palácio Imperial do Japão negou nesta quinta-feira (14) que o imperador Akihito planeje abdicar do trono, como informaram o canal estatal NHK e a agência de notícias Kyodo.

"Isto não é correto de jeito nenhum", afirmou Shinichiro Yamamoto, alto funcionário do Palácio Imperial.

De acordo com a rede NHK, o monarca de 82 anos teria afirmado aos parentes que é melhor que o posto seja ocupado por alguém que esteja capacitado para exercer suas funções.

O Japão, que tem uma das monarquias mais antigas do mundo, não registrou nenhuma abdicação em 200 anos, de acordo com a NHK. A Constituição japonesa não contempla nenhuma via legal para que o imperador deixe o posto.

O papel de Akihito, puramente simbólico, está definido na Constituição imposta pelos Estados Unidos ao Japão depois da Segunda Guerra Mundial.

O monarca é considerado um "símbolo do Estado e da unidade do povo japonês" para evitar o retorno ao militarismo da época de seu pai, Hirohito, que reinou durante a expansão imperial do Japão no século XX e foi tratado como um deus vivo até a derrota do país em 1945.

Analistas, no entanto, destacaram nesta quinta-feira (14) que nem o canal de TV nem a agência Kyodo teriam divulgado uma informação tão explosiva sem uma fonte sólida.

O primeiro-ministro Shinzo Abe se recusou a opinar sobre o tema, alegando o caráter sensível da informação.

Akihito, que sofreu com muitos problemas de saúde nos últimos anos, incluindo um câncer de próstata e uma operação cardíaca, afirmou no ano passado que começava a sentir a idade e "às vezes cometi erros nas cerimônias".

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