Fatores-chave dos polêmicos oleodutos Keystone XL e Dakota nos EUA

Washington, 24 Jan 2017 (AFP) - Os projetos dos oleodutos Keystone XL e Dakota Access Pipeline, que o presidente Donald Trump decidiu relançar nesta terça-feira, têm por objetivo acelerar o transporte de petróleo nos Estados Unidos, mas geraram controvérsias ambientais e sociais.

Keystone XL, um espantalho ambientalO Keystone XL, uma extensão do sistema canadense de oleodutos TransCanada, tem por objetivo estender o oleoduto Keystone para acelerar o transporte de petróleo procedente das areias betuminosas de Alberta (oeste do Canadá) para o Golfo do México.

Com um comprimento de 1.897 km, cerca de 1.400 km nos Estados Unidos, e avaliado em oito bilhões de dólares, este oleoduto tomaria um atalho para chegar a Nebraska, no centro do país, e desde lá o petróleo poderia circular por redes já existentes até as refinarias americanas do sul do Texas.

Após conseguirem, em 2012, um novo traçado que evitava as reservas naturais, os grupos ecologistas concentraram suas críticas no tipo de petróleo transportado, visto que as areias betuminosas de Alberta requerem uma extração que demanda muita energia e que produz um grande volume de gases de efeito estufa.

Os opositores lembraram também que o Keystone teve uma dezena de vazamentos desde que entrou em funcionamento.

Segundo a TransCanada, ao permitir o transporte de 830.000 barris de petróleo bruto por dia, o oleoduto ajudaria a reduzir em 40% a dependência energética americana da Venezuela e do Oriente Médio.

No entanto, os críticos do projeto negavam tal impacto argumentando que a maioria do petróleo transportado para as refinarias na verdade seria exportada para a Europa e a América Latina.

Em novembro de 2015, após meses de tergiversações, o presidente Barack Obama rejeitou o projeto, alegando que este não reforçaria a "segurança energética" dos Estados Unidos.

Oleoduto Dakota, a fúria dos índiosAtravessando quatro estados do norte americano e com cerca de 1.900 km, este oleoduto tem por objetivo transportar o ouro negro desde Dakota do Norte, um dos principais polos de produção de gás e petróleo de xisto do país, até um centro de distribuição de Illinois (centro).

Segundo seus promotores, o funcionamento do oleoduto reduziria os custos do transporte de petróleo e ofereceria, assim, mais competitividade aos produtores americanos ante seus concorrentes canadenses.

No entanto, este projeto de 3,8 bilhões de dólares gerou um grande movimento de protesto liderado pela tribo Sioux de Standing Rock, que afirma que o traçado atravessa terras que considera sagradas e que poderia poluir um lago que é a sua principal fonte de abastecimento de água.

A empresa que explora o projeto, Energy Transfer Partners, tentou mitigar os ataques assegurando que o traçado foi definido após consultar dezenas de tribos e de especialistas arqueológicos.

Os opositores se reuniram durante meses em Dakota do Norte para bloquear as obras, gerando uma forte repressão por parte das forças de ordem. As autoridades americanas puseram fim ao conflito em dezembro, recomendando o estudo de um traçado alternativo.

nov-jt/jld/db/lr

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TRANSCANADA

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