Decisão que bloqueia decreto contra 'cidades santuário' é ridícula, diz Trump

Em Washington

  • Kevin Lamarque/Reuters

    O presidente dos EUA, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca

    O presidente dos EUA, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca

O presidente Donald Trump classificou de ridícula a decisão de um juiz americano que bloqueou a aplicação de um decreto que tinha por objetivo negar o fornecimento de bilhões de dólares às chamadas "cidades santuário", que se opõem a sua política contra os imigrantes ilegais.

O juiz William Orrick, da corte federal de San Francisco, ordenou um bloqueio temporário de alcance nacional a qualquer tentativa de implementar a ordem de 25 de janeiro de Trump de cortar fundos a estas cidades.

"Primeiro o Nono Circuito se pronuncia contra a proibição e agora atinge novamente sobre as cidades santuário - ambas decisões ridículas. Nos vemos na Suprema Corte", escreveu Trump nesta quarta-feira (26)  na rede social Twitter.

A decisão do juiz Orrick pode afetar mais de 300 cidades e condados de todo o país que classificaram como anticonstitucional o decreto de Trump de cortar os fundos federais.

Orrick aceitou os argumentos de advogados que representam San Francisco e Santa Clara de que o presidente não tem o poder de cortar fundos a cidades que protegem imigrantes.

"O decreto provocou incertezas orçamentárias que ameaçam privar estes condados de centenas de milhões de dólares de subsídios federais empregados em setores-chave", considerou o juiz Orrick ao explicar sua decisão.

A Casa Branca reagiu com um duro comunicado na noite de terça-feira, afirmando que "a legalidade sofreu um novo golpe depois que um juiz não eleito reescreveu de maneira unilateral a política sobre imigração".

"Esta decisão errônea é um presente para os grupos criminosos e elementos dos cartéis em nosso país" e é "outro exemplo de exceder as possibilidades" de um simples juiz, o que tem por objetivo "minar a confiança em nosso sistema legal".

A decisão do juiz bloqueou a aplicação do decreto de Trump, mas o debate sobre este tema será realizado posteriormente e pode chegar à Suprema Corte.

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