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Cinco anos depois, EUA pedem à Rússia que devolva Crimeia à Ucrânia

28.mar.2014 - Crianças observam tanques ucranianos na vila Perevalnoe, em uma estação ferroviária na Crimeia - Artur Shvarts/ EPA/ EFE
28.mar.2014 - Crianças observam tanques ucranianos na vila Perevalnoe, em uma estação ferroviária na Crimeia Imagem: Artur Shvarts/ EPA/ EFE

Em Washington (EUA)

27/02/2019 14h43

Os Estados Unidos reafirmaram hoje (27) que suas sanções contra a Rússia permanecerão em vigor até que Moscou "devolva o controle da Crimeia à Ucrânia", quase cinco anos depois da anexação da península.

"Cinco anos atrás, a ocupação russa da península ucraniana da Crimeia estimulou uma escalada da agressão russa", disse o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, em um comunicado.

"O mundo não esqueceu as mentiras cínicas que a Rússia usou para justificar sua agressão e esconder sua tentativa de anexar território ucraniano", acrescentou.

Em 27 de fevereiro de 2014, o Parlamento da Crimeia, que havia sido ocupado por um comando militar russo depois de combates entre pró-russos e pró-ucranianos, elegeu um novo governo local e aprovou um referendo sobre o futuro da península.

No referendo celebrado em 16 de março, denunciado como ilegítimo pelos Estados Unidos, se decidiu a favor da anexação da Crimeia pela Rússia.

"Os Estados Unidos mantêm sua posição inabalável: a Crimeia é a Ucrânia e deve ser controlada novamente pela Ucrânia", disse Pompeo, que denunciou o "agravamento da repressão do regime de ocupação russo na Crimeia".

O chefe da diplomacia norte-americana pediu à Rússia que "liberte todos os ucranianos" detidos "em retaliação por sua oposição pacífica", que estima serem mais de 70 pessoas, e "acabar imediatamente com todos os abusos".

"Os Estados Unidos manterão as respectivas sanções contra a Rússia até que o governo russo devolva o controle da Crimeia à Ucrânia e implemente integralmente os acordos de Minsk", disse ele, referindo-se aos acordos de paz assinados em 2015.

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