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Presidente do Chile troca 8 ministros, incluindo chefe de gabinete

O presidente chilene Sebastián Piñera - Javier Torres/AFP
O presidente chilene Sebastián Piñera Imagem: Javier Torres/AFP

28/10/2019 13h52

O presidente Sebastián Piñera anunciou hoje a troca de oito de seus ministros, entre eles o controverso chefe de gabinete, Andrés Chadwick, e nomeou o economista liberal Ignacio Briones como ministro das Finanças.

As nomeações incluem Gonzalo Blumel como o novo chefe de gabinete, depois de servir como ministro secretário-geral de governo, um dos nomes mais carismáticos do gabinete. Outros 16 foram confirmados no cargo.

Enquanto isso, seguem as convocações de protestos no Chile, e se espera a chegada de uma missão da ONU para verificar denúncias de violações dos direitos humanos em meio a uma profunda crise social.

Dois dias depois de pedir a renúncia de todos os seus ministros, Piñera divulga os nomes da nova equipe, com a qual espera enfrentar o despertar em massa da população. Com protestos que já deixaram 20 mortos e milhares de feridos, os chilenos questionam o modelo socioeconômico adotado no país.

A profundidade das mudanças e o giro do presidente em sua equipe de colaboradores pode aliviar a tensão, ou aumentar a insatisfação da população. A crise explodiu em 18 de outubro, inicialmente pela alta no preço do bilhete do metrô.

Veja todas as trocas anunciadas por Sebastián Piñera

Retorno às atividades

Enquanto Piñera ajusta as mudanças, os chamados a manifestações se multiplicam.

Hoje, a Central Unitária de Trabalhadores (CUT) junto com dezenas de organizações sociais voltaram a convocar uma "greve nacional". Nas redes sociais, circulam chamados para se reunirem amanhã na frente do Palácio presidencial e continuar protestando na praça Itália. Lá, mais de um milhão de pessoas se concentraram na sexta-feira.

Hoje, os militares abandonaram as ruas. À meia-noite, foi suspenso o estado de emergência que havia sido decretado por Piñera para enfrentar a onda de protestos e os ataques ao transporte público e aos estabelecimentos comerciais, sobretudo, nos primeiros dias.

Santiago e outras cidades enfrentam este primeiro dia, após o fim do estado de emergência, com grandes engarrafamentos nas ruas e filas nos postos de gasolina, que voltaram a funcionar. Pelo menos 78 postos na capital foram danificados, ou incendiados, com prejuízos estimados em mais de US$ 300 milhões pelo governo.

A maioria das escolas retomou as aulas, embora algumas instituições tenham preferido funcionar apenas em apenas um turno.

O comércio também abriu as portas, mas alguns shoppings, como o Costanera Center, o maior da cidade, permanecem fechados.

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