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Anistia denuncia "ataques generalizados" das forças chilenas para punir manifestantes

21/11/2019 13h48

Santiago, 21 Nov 2019 (AFP) - As forças de segurança chilenas estão cometendo "ataques generalizados" e usando de força "desnecessária e excessiva" para punir a população que se manifesta no Chile, denunciou nesta quinta-feira a Anistia Internacional (AI).

Nas conclusões preliminares de uma visita de inspeção ao país, a organização afirmou que "a intenção das forças de segurança chilenas é clara: ferir aqueles que se manifestam para desencorajar o protesto, chegando ao extremo de usar tortura e violência sexual contra manifestantes".

O governo do presidente Sebastián Piñera, em vez de tomar medidas para conter as acusações, "sustenta sua política de punição", disse Erika Guevara, diretora para as Américas da AI, que conseguiu documentar 23 casos de violações de direitos humanos em todo o país.

Os protestos no Chile, que eclodiram em 18 de outubro após um aumento na tarifa do metrô, deixaram 22 mortos até agora, cinco deles nas mãos das forças de segurança.

Segundo o Instituto Nacional de Direitos Humanos do Chile, mais de 2.300 pessoas ficaram feridas e 220 sofreram lesão ocular grave.

Também registra 1.100 denúncias de tortura e tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes, além de mais de 70 crimes de natureza sexual cometidos por funcionários públicos.

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