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Cronologia da propagação do novo coronavírus descoberto na China

24/01/2020 08h28

Paris, 24 Jan 2020 (AFP) - Desde o seu surgimento, na cidade chinesa de Wuhan, até sua aparição em vários países, esta é a cronologia da propagação do novo coronavírus descoberto na China, que gera preocupação mundial e que já provocou a morte de 26 pessoas:

- Primeiro alertaO primeiro alerta foi recebido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 31 de dezembro de 2019. As autoridades chinesas alertaram para o surgimento na cidade de Wuhan, de 11 milhões de habitantes, de uma série de casos de pneumonia de origem desconhecida.

Foram tomadas medidas de isolamento de pacientes e tentaram identificar a origem da pneumonia.

A agência americana para a Vigilância e Prevenção de Doenças (CDC) indica que um grande mercado de peixes e mariscos em Wuhan, aparentemente ligado às primeiras infecções, foi fechado em 1º de janeiro.

- Novo coronavírusAnunciadas em 9 de janeiro pela OMS e pelas autoridades chinesas, as primeiras análises sequenciais do vírus realizadas por equipes chinesas apontam que esses casos de pneumonia se devem a um novo coronavírus.

- Primeira morteAutoridades chinesas de saúde anunciam a primeira morte de um paciente com o vírus em 11 de janeiro.

- Primeiro caso fora da ChinaEm 13 de janeiro, a OMS notificou o primeiro caso de uma pessoa infectada fora da China, na Tailândia: uma mulher com pneumonia leve que voltava de uma viagem a Wuhan.

Depois disso, novos casos foram registrados em outras partes da Ásia (Japão, Coreia do Sul, Tailândia, Taiwan). Em 21 de janeiro, foi anunciado um primeiro caso suspeito na Austrália, assim como nos Estados Unidos, onde um passageiro que esteve em Wuhan contraiu o vírus.

- Controles nos Estados Unidos e na ÁsiaEm 17 de janeiro, nos Estados Unidos, o CDC anunciou o estabelecimento de exames de detecção em três aeroportos americanos importantes, inclusive um em Nova York, que recebe voos diretos de Wuhan.

Quatro dias depois, Tailândia, Hong Kong, Singapura, Austrália e Rússia intensificaram os controles sobre a chegada de voos vindos de zonas de risco.

- Transmissão humana 'provada'A transmissão de contágio a humanos foi "provada", admitiu o cientista chinês Zhong Nanshan à emissora estatal CCTV.

A preocupação cresce antes do período tradicional de viagens para celebrar o Ano Novo Lunar chinês, em 25 de janeiro.

Na China, a doença agora está presente em Pequim (norte), Xangai (leste) e Shenzhen (sul).

O presidente chinês, Xi Jinping, dá sinais de se mobilizar para conter "resolutamente" a propagação do novo vírus.

- Possível mutação do coronavírusEm 22 de janeiro, o vice-ministro da Comissão Nacional de Saúde, Li Bin, anunciou que o vírus, que é transmitido pelas vias respiratórias, "poderia sofrer mutação e se propagar mais facilmente".

Na Europa, Londres e Roma anunciam medidas para monitorar passageiros provenientes de Wuhan.

O uso de máscara passa a ser obrigatório nos espaços públicos em Wuhan.

- Wuhan isolada do mundoNo dia 23, trens e aviões partindo de Wuhan foram suspensos, e as rodovias, bloqueadas. Várias outras cidades da província de Hubei são isoladas do mundo.

Pequim anuncia o fechamento da Cidade Proibida após o cancelamento das festividades de Ano Novo na capital.

Hong Kong relata seu primeiro caso suspeito.

- Nenhuma emergência internacional -À noite, a OMS reconhece a "emergência na China", mas considera "muito cedo" para falar de "emergência de saúde pública de alcance internacional".

No dia 24, mais de 40 milhões de pessoas estavam confinadas na província de Hubei, habitada por quase 60 milhões de habitantes, enquanto duas mortes foram relatadas pela primeira vez fora do berço da epidemia: uma em Hebei, e a outra, em Heilongjiang, uma província na fronteira com a Rússia.

Algumas seções da Grande Muralha são fechadas, bem como o parque de diversões da Disneylândia em Xangai.

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