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Moçambique anuncia extradição para o Brasil de líder do PCC detido em Maputo

Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, ao ser preso em Moçambique - Arquivo - 13.abr.2020
Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, ao ser preso em Moçambique Imagem: Arquivo - 13.abr.2020

Em Maputo (Moçambique)

19/04/2020 11h21Atualizada em 20/04/2020 17h07

As autoridades de Moçambique anunciaram neste domingo a entrega ao Brasil de um dos narcotraficantes mais procurados pelo país: Gilberto Aparecido dos Santos, conhecido como "Fuminho, detido na segunda-feira passada em Maputo.

O suspeito, detido por "entrada ilegal no território nacional", foi entregue às autoridades policiais brasileiras em "cumprimento a um mandato de prisão internacional", anunciou o ministério do Interior de Moçambique em um comunicado.

O narcotraficante deixou Moçambique no sábado a bordo de um avião militar brasileiro, informou a polícia do país africano, que distribuiu à imprensa fotos do suspeito algemado.

Um dos principais líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC), "Fuminho" estava foragido há mais de 20 anos, segundo a Polícia Federal brasileira.

Ele era era considerado "o maior fornecedor de cocaína a uma facção com atuação em todo Brasil, além de ser responsável pelo envio de toneladas da droga para diversos países do mundo", de acordo com a PF.

O narcotraficante foi detido durante uma operação organizada por policiais do Brasil e de Moçambique, com a participação da diplomacia brasileira, do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) e da agência antidrogas dos Estados Unidos (DEA).

No momento da prisão, Gilberto Aparecido dos Santos estava com três passaportes - dois nigerianos e um falso, 100 gramas de maconha, 15 telefones celulares, um carro, 34.700 meticais (moeda moçambicana, US$ 500) e 5.000 rands (US$ 273) em dinheiro, informou em Maputo o porta-voz da polícia moçambicana, Leonardo Simbine.

De acordo com a polícia, ele chegou a Moçambique em março.