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1 mês

Extremistas do EI libertam dez reféns na Nigéria

16/06/2021 13h52

Kano, Nigéria, 16 Jun 2021 (AFP) - Extremistas islâmicos nigerianos ligados ao grupo Estado Islâmico (EI) libertaram dez reféns, dos quais 7 são trabalhadores humanitários locais, após várias semanas de negociações, informaram à AFP uma fonte e um funcionário da ONU que participou das transações.

Os reféns foram sequestrados entre dezembro e abril no nordeste da Nigéria pelo grupo Estado Islâmico na África Ocidental (ISWAP), e foram libertados na segunda-feira, de acordo com essas fontes.

A insurgência extremista nessa região do país mais populoso da África começou em 2009, com atentados do grupo Boko Haram, depois conhecido como ISWAP, como resultado de uma divisão do primeiro. Os dois grupos realizam sequestros de trabalhadores humanitários com frequência.

"Obtivemos a libertação de dez reféns nas mãos do ISWAP, entre eles sete trabalhadores humanitários", informou Ummu-Kalthum Muhammad, diretora da Kalthum Peace Foundation, que participou das negociações.

"Este foi o resultado de extensas semanas de discussões com os insurgentes", destacou.

Entre os libertados, está um funcionário do Programa Mundial de Alimentos (PMA) e outro do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR), que foram raptados em dezembro, enquanto um trabalhador da Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) foi sequestrado em janeiro.

Os três foram sequestrados em controles de estradas implantados pelos extremistas nas redondezas de Maiduguri, capital do estado de Borno.

Os outros quatro trabalhadores humanitários foram raptados em abril na cidade de Dikwa, quando combatentes do ISWAP promoveram um ataque contra a cidade e destruíram um centro operacional da ONU.

Uma fonte, que trabalha para a ONU em Maiduguri, confirmou à AFP a libertação "de vários trabalhadores humanitários, particularmente funcionários da organização".

Os outros três libertados são um padre católico, um professor universitário e um funcionário do governo.

Nenhuma das fontes informou se houve pagamento de resgate.

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