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Equador: Sete presos são encontrados mortos em prisão onde ocorreu rebelião

No mês passado, prisão em Guayaquil, no Equador, sofreu rebelião que  deixou mais de 100 mortos, incluindo esquartejados e incendiados - Fernando Mendez/AFP
No mês passado, prisão em Guayaquil, no Equador, sofreu rebelião que deixou mais de 100 mortos, incluindo esquartejados e incendiados Imagem: Fernando Mendez/AFP

23/10/2021 15h31

Sete presidiários foram encontrados mortos em uma penitenciária do porto equatoriano de Guayaquil, mesma prisão em que um motim ocorrido em setembro deixou 119 presos mortos, informou hoje a agência responsável pelas prisões (SNAI).

"Foram encontrados suspensos os corpos sem vida de 7 #PPL (pessoas privadas de liberdade)", disse a agência no Twitter.

A entidade acrescentou que a descoberta ocorreu "na área de visitas íntimas do pavilhão 10 do #CPLGuayas nº 1", onde a rebelião foi registrada há um mês.

O órgão penitenciário destacou que oferece facilidades à Polícia e ao Ministério Público para a apuração do fato. Na semana passada, também informou que quatro detentos foram encontrados mortos na mesma prisão, tratando os casos como um suposto suicídio.

Em setembro, a penitenciária foi palco de um dos piores massacres de prisões da história da América Latina, quando gangues rivais ligadas a cartéis de drogas se enfrentaram, deixando 119 presos mortos, incluindo esquartejados e queimados.

As prisões equatorianas têm capacidade para 30 mil pessoas, mas são ocupadas por 39 mil, com superlotação de 30%.

No dia seguinte ao massacre, o governo do presidente Guillermo Lasso decretou estado de exceção apenas para o sistema penitenciário, o que permitiu mobilizar 3,6 mil militares e policiais para os 65 presídios do país.

O Equador enfrenta uma escalada da criminalidade devido ao tráfico de drogas, com quase 1.900 mortes este ano, sendo Guayaquil a cidade mais afetada pela violência.

Essa situação também levou Lasso a declarar estado de emergência em todo o país por 60 dias na segunda-feira passada, ordenando que os militares fossem às ruas patrulhar e fazer buscas.

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