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1 mês

Crime organizado opera estações de rádio no México, segundo sindicato

03/12/2021 19h14

México, 3 dez 2021 (AFP) - Cerca de 260 estações de rádio operam ilegalmente no México, algumas comandadas pelo crime organizado, denunciou a Câmara Nacional da Indústria de Rádio e Televisão (CIRT).

Em entrevista publicada nesta sexta-feira (3) pelo jornal Milenio, o presidente da CIRT, José Antonio García, informou que essas frequências proliferaram durante a pandemia.

"Existem grupos subversivos que comandam politicamente essas emissoras, outros que têm a ver com o crime organizado", acusou o dirigente, acrescentando que outros operadores "estão tentando" explorar frequências sem terem feito licitação no Instituto Federal de Telecomunicações (Ifetel).

García disse que o número pode ser maior porque algumas estações foram instaladas em áreas remotas ou marginais.

O jornal divulgou um gráfico da CIRT, segundo o qual o maior número de estações irregulares está no estado de Puebla, vizinho da capital, com 82, seguido por Chiapas (73) e Oaxaca (49), ambas no sudeste do país.

Em quarto lugar está o estado de Tamaulipas, localizado no nordeste e na fronteira com os Estados Unidos. Na região, com forte presença de cartéis de drogas, a CIRT cadastrou 37 estações ilegais.

Em Veracruz (leste) foram identificadas 27 estações ilegais e, em Guerrero (sudeste), 14. Ambas as regiões são frequentemente abaladas por confrontos entre traficantes de drogas ou com as forças de segurança.

Durante a pandemia, alguns cartéis doaram alimentos em comunidades pobres de Jalisco e Tamaulipas, segundo reportagens jornalísticas, algo criticado pelo presidente do México, Andrés Manuel López Obrador.

O governo do México implementou uma estratégia militar polêmica em 2006 para combater o tráfico de drogas, que deixou mais de 300.000 mortes, a maioria atribuída a disputas entre gangues de criminosos.

jg/axm/atm/am