Putin visitará Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita

O presidente russo, Vladimir Putin, visitará os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita na quarta-feira (6) antes de receber o presidente iraniano em Moscou na quinta, continuando seu retorno ao cenário internacional, apesar das tentativas ocidentais de isolá-lo desde a ofensiva na Ucrânia.

Considerado um pária pelos países ocidentais e alvo de um mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional pela "deportação" de crianças ucranianas, Putin decidiu reservar uma de suas poucas viagens ao exterior a seus aliados mais próximos.

"As visitas de trabalho do presidente Putin aos Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita acontecerão amanhã (quarta-feira). Tudo acontecerá em apenas um dia", afirmou o porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov.

Putin esteve ausente nas últimas grandes reuniões internacionais: a cúpula do G20 na Índia em setembro e a dos países do Brics na África do Sul, em agosto. Ele explicou que evitou essas reuniões para não "causar um problema" aos organizadores.

Segundo o Kremlin, Putin se reunirá com o presidente Mohamed bin Zayed al-Nahyan nos Emirados para discutir questões de cooperação e a situação no Oriente Médio.

Em Riade, será recebido pelo príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, para falar sobre comércio, investimentos e política internacional.

Peskov confirmou que o presidente russo abordará o conflito israelense-palestino, assim como as reduções na produção de petróleo no marco da aliança Opep+, da qual a Rússia faz parte.

Putin criticou Israel desde o início da guerra com o Hamas, denunciou a "catástrofe" humanitária em Gaza e pediu a criação de um Estado palestino.

Depois de sua visita ao Oriente Médio, Vladimir Putin receberá o presidente iraniano, Ebrahim Raisi, na Rússia na quinta-feira.

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"Haverá negociações russo-iranianas em 7 de dezembro", disse o porta-voz do Kremlin.

Segundo a agência de notícias oficial iraniana Irna, eles discutirão "a situação em Gaza" e outros assuntos.

Os países ocidentais acusam o Irã de participar no esforço bélico russo ao fornecer grandes quantidades de drones explosivos Shahed e outras armas, que a Rússia utiliza em sua campanha de bombardeios em cidades ucranianas.

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© Agence France-Presse

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