Diplomata sueco da UE preso no Irã é acusado de cooperar com Israel

O diplomata sueco do serviço estrangeiro da União Europeia (UE), Johan Floderus, detido no Irã desde 2022, foi acusado de cooperar com Israel contra os interesses da República Islâmica, informou a mídia oficial neste domingo (10).

"Johan Floderus recebeu diversas acusações contra a segurança do país, cooperação com os serviços de inteligência do regime sionista e corrupção na Terra", informou a agência de notícias Mizan Online do poder Judiciário.

A acusação de "corrupção na Terra" é uma das acusações criminais mais graves na jurisdição do Irã e pode ser punida com a pena de morte.

Floderus, de 33 anos, foi detido em 17 de abril de 2022 no aeroporto de Teerã, quando se preparava para retornar após uma viagem privada ao Irã. 

O diplomata trabalhava em Bruxelas para a delegação da UE no Afeganistão desde setembro de 2021 e atualmente está detido no presídio de Evin, em Teerã.

A Suécia denunciou que a detenção do diplomata é "arbitrária" e o chefe da diplomacia da UE, Josep Borrell, pediu neste domingo a sua libertação imediata, afirmando "que não há razão para manter Johan Floderus detido". 

A agência Mizan publicou fotos que mostram Floderus algemado, em uma aparição na prisão de Evin, vestido com o uniforme azul claro usado pelos prisioneiros no Irã. 

A detenção do diplomata coincidiu com o julgamento na Suécia do cidadão iraniano Hamid Noury, acusado das execuções em massa de dissidentes em Teerã em 1988, processo pelo qual foi condenado à prisão perpétua em julho de 2022.

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© Agence France-Presse

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